A atleta australiana, Paige Greco, morreu de “forma repentina” este domingo, aos 28 anos. A medalhista paralímpica australiana é agora lembrada pela “humildade, generosidade e alegria”. Neste momento difícil, a família pede "privacidade, tempo e espaço para lidar com esta perda avassaladora",
O jornal The Guardian conta que Paige morreu em casa em Adelaide, após sofrer um “problema médico repentino”, que não é revelado pelas autoridades.
Neste momento de dor, a mãe de Paige, Natalie Greco, lembra a filha: “Era tudo. A sua gentileza, determinação e cordialidade tocavam a nossa família todos os dias. Ela trouxe muita alegria e orgulho às nossas vidas, e a dor da sua partida é algo que carregaremos para sempre”.
“Embora estejamos devastados, estamos muito orgulhosos da pessoa que ela era e da forma como representava a Austrália. Como família, estamos profundamente gratos pelo apoio demonstrado por tantas pessoas, incluindo colegas de equipa e amigos. A Paige valorizava muito as ligações que fez através do desporto, e conforta-nos saber o quão era amada".
Paige Greco nasceu com paralisia cerebral e começou a carreira desportiva na corrida, antes de encontrar o sucesso no ciclismo.
Foi ela quem conquistou a primeira medalha de ouro da Austrália em Tóquio, na prova individual feminina C1–3 3.000 metros e era presença frequente em pódio a nível internacional.
Na preparação para os Jogos de Paris 2024 teve problemas de saúde. Acabou por não ser selecionada, mas voltou às competições de elite pela Austrália este ano e esteve no Brasil, no Campeonato Mundial Para-Ciclismo de Pista no mês passado.
O desporto está “desolado”, diz Marne Fechner, diretora executiva da AusCycling, citada pelo Guardian.
“Paige era uma atleta extraordinária que alcançou conquistas notáveis e nos níveis mais altos" e, além disso, “tocou a vida de todos à sua volta com o seu espírito positivo e a sua coragem”.
O diretor executivo da Paralympics Australia, Cameron Murray, lembra Paige como uma das “jovens estrelas mais brilhantes do movimento paralímpico australiano”.
“As suas conquistas internacionais foram excecionais, mas foi a sua gentileza, determinação silenciosa e a forma como animava as pessoas à sua volta que ficarão com todos nós. Ela tinha uma capacidade rara de fazer as pessoas sentirem-se incluídas e apoiadas”, diz Cameron Murray.
