A chef australiana Skye Gyngell, pioneira do movimento slow food e defensora do uso de produtos locais e sazonais, morreu aos 62 anos, em Londres, avançou a família, segundo a BBC.
Nascida na Austrália, iniciou a formação académica em Direito na Universidade de Sydney, mas cedo percebeu que a sua verdadeira vocação estava na cozinha.
Mudou-se para Paris aos 19 anos, onde estudou na École de Cuisine La Varenne e trabalhou em restaurantes prestigiados, incluindo o Dodin-Bouffant, detentor de duas estrelas Michelin.
Posteriormente, foi viver para Londres, integrando a equipa do French House em Soho e onde colaborou com chefs prestigiados.
Em 2004, assumiu a direção do Petersham Nurseries Café, em Richmond, transformando um espaço degradado num restaurante de renome, que conquistaria uma estrela Michelin em 2011.
Ao longo da carreira, a chef foi pioneira no movimento slow food no Reino Unido, um movimento internacional que se contrapõe à cultura do fast food, defendendo uma alimentação mais saudável, ética e sustentável, que privilegia produtos locais e sazonais.
Trabalhou também como chef privada para personalidades como Nigella Lawson, Madonna e Guy Ritchie, e foi editora de gastronomia na revista Vogue.
Entre os últimos projetos, estiveram os restaurantes Spring, em Somerset House, o primeiro em Londres a eliminar totalmente o plástico de uso único.
Em 2023, Skye Gyngell foi diagnosticada com carcinoma de células de Merkel, um tipo raro e agressivo de cancro de pele. O tratamento afetou temporariamente o seu olfato e paladar.
