O abandono escolar aumentou pela primeira vez em seis anos. No ano passado, 8% dos alunos saíram precocemente da escola, sobretudo na região do Algarve.
Os especialistas chamam-lhe pequena má notícia dentro de uma grande boa notícia: no ano passado a tendência de descida consistente (que tinha vindo a marcar os anos anteriores) foi quebrada. Foi registada uma subida de 1,5 pontos percentuais em relação a 2022.
A percentagem de abandono escolar está nos 8%, um valor abaixo do objetivo da União Europeia. Nos dados de Portugal, apenas os alunos das ilhas dos Açores mantiveram a tendência de descida. No continente, o Algarve é a região que mais preocupa.
Os dados revelados pelo Instituto Nacional de Estatística mostram que há mais rapazes a abandonar precocemente os estudos. No ano passado, a percentagem quase chegou aos 10% – comparado com as raparigas que ficou nos 6,1%.
O ministério da Educação não esclarece as razões que poderão justificar este aumento. Realça apenas que Portugal foi o país que mais rapidamente reduziu a taxa de abandono escolar dentro da União Europeia.
A tutela põe também em causa o método de recolha de dados, que foi feita apenas por telefone e poderá ter levado a uma subestimação do valor.