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Proteção Civil: Vítor Vaz Pinto assumiu hoje funções de comandante operacional nacional - MAI

Tomás Quental

Lisboa, 09 mar (Lusa) - Vítor Vaz Pinto assumiu hoje a liderança do Comando Nacional de Operações de Socorro, substituindo Gil Martins como comandante operacional nacional da Proteção Civil, anunciou hoje o Ministério da Administração Interna (MAI).

Lisboa, 09 mar (Lusa) - Vítor Vaz Pinto assumiu hoje a liderança do Comando Nacional de Operações de Socorro, substituindo Gil Martins como comandante operacional nacional da Proteção Civil, anunciou hoje o Ministério da Administração Interna (MAI).

"Vítor Vaz Pinto iniciou hoje funções, reuniu-se com os comandantes distritais, com o secretário de Estado da Proteção Civil, Vasco Franco, e com a estrutura diretiva da Autoridade Nacional de Proteção Civil", disse fonte oficial do MAI, em resposta a uma questão colocada pela agência Lusa.

Vítor Vaz Pinto era até agora comandante distrital de Operações de Socorro de Faro.

No dia 4 deste mês, Gil Martins foi "suspenso preventivamente" do cargo de comandante operacional nacional do Comando Nacional de Operações de Socorro (CNOS) por despacho do ministro da Administração Interna, Rui Pereira, por estar envolvido num alegado desvio de verbas.

O CNOS é a principal estrutura operacional da Autoridade Nacional de Proteção Civil, que é presidida pelo general Arnaldo Cruz.

Na altura, o MAI adiantou, em comunicado, que a decisão de suspender Gil Martins resultou de uma "proposta da Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI), no âmbito de processo disciplinar em curso".

Gil Martins foi alvo de um inquérito interno na ANPC, que levou à abertura de um processo disciplinar na IGAI.

O MAI já referia nesse comunicado que Gil Martins seria substituído por Vítor Vaz Pinto.

Entretanto, o processo crime relativo ao alegado desvio de verbas na Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), em que está envolvido Gil Martins, ainda prossegue, com a PJ a realizar a investigação, anunciou hoje o DIAP de Lisboa.

"O processo continua pendente e a investigação a cargo da Polícia Judiciária (PJ) ainda não foi concluída", refere uma "informação" do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa, em resposta a uma questão colocada pela Lusa.

Segundo noticiou em novembro passado o semanário Expresso, o desvio de verbas na ANPC ascende a 100 mil euros e terá ocorrido entre 2007 e 2008, envolvendo Gil Martins.

A Lusa tentou falar com Gil Martins, para obter uma reação à decisão da tutela de o suspender de funções como comandante operacional nacional da Proteção Civil, mas tal não foi possível.





TQ.

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