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Castanhas, Medronho, Maçã, Riscadinha, Pato Fumado e Bovino: aqui há bons produtores

Saiba quem são os pré-finalistas às categorias Ideias com Potencial e Produção Primária da 5.ª edição do Prémio Intermarché Produção Nacional, iniciativa que reconhece anualmente o que de melhor se faz no setor primário português

CATEGORIA

ideias com potencial

Geo do Prado, a carne de bovino biológica

Idanha-a-Nova, um dos municípios incluídos no Geopark Naturtejo da Meseta Meridional, Património Mundial da UNESCO, é a primeira “biorregião” em Portugal com condições naturais ótimas para a produção de carne biológica de bovino e ovino. Criados em perfeita harmonia com a Natureza, os animais alimentam-se de prados verdejantes e inspiraram Arlindo Cardosa, engenheiro de produção animal, a trabalhar toda a fileira da carne em modo de produção biológico certificado, desde a produção às unidades de abate e de transformação. Uma ideia com potencial de desenvolvimento, que deu origem, em 2013, à empresa Nature Fields e, mais recentemente, à marca Geo do Prado. Para este produtor, só faz sentido uma produção animal ética, sustentável e na qual as regras de bem-estar animal sejam cumpridas ao máximo: “O simples facto de os animais se encontrarem no seu habitat selvagem é já um fator diferenciador da qualidade da carne, nomeadamente ao nível do sabor e suculência”, explica. Agora o objetivo da Nature Fields é escalar este modo de produção em todo o concelho, um dos mais extensos em Portugal, e consciencializar a sociedade para o consumo de alimentos naturais, produzidos em equilíbrio com a Natureza.

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Em Lisboa, no Picoas Plaza, o Mami – Organic Food é um espaço que quer assumir na plenitude o seu conceito biológico num ambiente cosmopolita. É restaurante e bar, com excelentes limonadas, uma oferta interessante de pães e pratos, onde a carne é criteriosamente selecionada, com destaque para a vitela biológica Geo do Prado, da Nature Fields.

Peito de pato fumado à moda do Minho

A Quinta dos Fumeiros nasceu há 19 anos, em Poiares (Ponte de Lima), pela mão de três irmãs, dando seguimento a uma atividade familiar já antiga:
a criação de suínos e a produção de enchidos. O negócio, baseado na transformação de enchidos tradicionais feitos de forma artesanal, mas dentro de todas as normas de qualidade e segurança, foi crescendo e diversificando a oferta. Entretanto, duas das irmãs seguem outros caminhos e Deolinda Campelo fica sozinha à frente do estabelecimento, mantendo o foco nos produtos de excelência e inovadores. Surgiram assim os primeiros enchidos de aves, nomeadamente o chouriço e o presunto de peru, entre outros, e depois o chouriço de frango, produtos que são hoje imagem de marca da casa. A par da qualidade, o sabor constitui a grande aposta de diferenciação (e o segredo) dos enchidos da Quinta dos Fumeiros, tendo sempre como base principal o tempero tradicional minhoto, com vinha-d’alhos, e o fumeiro com lenha de azinho. O peito de pato fumado e fatiado é a mais recente novidade, porque, conta a responsável, “não havia nada de pato no mercado que fosse produzido em Portugal, pelo que decidimos avançar com
a nossa própria receita”.

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Foi na pastelaria Arte do Lima, hoje Casa do Folar Limiano, que nasceu um dos produtos mais emblemáticos de Ponte de Lima. Confecionado com os enchidos tradicionais da Quinta dos Fumeiros, este folar tem como segredo o facto de a massa ser regada com vinho verde da região.

CATEGORIA

PRODUÇÃO PRIMÁRIA

Martaínha, a rainha dos Soutos da Lapa

Os 12 hectares de castanheiros, em Tamanhos, no concelho de Trancoso, que Alfeu Magalhães herdou dos seus avós foram o ponto de partida para a criação da empresa Agrotamanhos, em 2013. O objetivo era valorizar a castanha dos Soutos da Lapa – DOP (Denominação de Origem Protegida), sobretudo a variedade Martaínha, endógena na região, e profissionalizar a sua produção, mas com uma particularidade: “Quisemos que
a cultura voltasse à ancestralidade, ou seja, completamente natural e deixando de aplicar produtos fitofarmacêuticos. Esta castanha desenvolve-se, assim, num ecossistema equilibrado em termos de fauna e flora”, sublinha o responsável, que aposta agora na divulgação desta variedade, porque, assegura, “existe castanha de qualidade em Portugal, 100 por cento nacional”. A castanha Martaínha caracteriza-se por uma casca com brilho acentuado e polpa de sabor suave e muito doce.

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Em Aldeia do Bispo, uma freguesia do concelho da Guarda, visite o Museu da Castanha e fique a conhecer todo o ciclo deste fruto, que em tempos chegou a ser usado como moeda para pagamentos

Riscadinha, a maçã DOP DE PALMELA

O pomar de maçã Riscadinha de Palmela, de Eduardo Aires e Paula Castro, nasceu da vontade de terem um projeto agrícola familiar. Sem experiência na área, em 2009 compraram um terreno no Poceirão e decidiram produzir aquela variedade de maçã regional (DOP), já quase em extinção. Fizeram algumas formações e aos poucos foram desenvolvendo o pomar de um hectare, hoje com três mil árvores plantadas e em processo de conversão para produção biológica. “A terra aqui é muito boa e o microclima faz o resto, pelo que a fruta só podia ser boa”, garante a produtora. Colhida no verão, a maçã Riscadinha é muito aromática, suculenta e tem um sabor doce acidulado.

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De paladar doce e muito sumarenta, a maçã Riscadinha de Palmela tem ainda um outro atributo que lhe deu fama na região de origem: devido ao seu intenso e característico aroma, é utilizada para perfumar as habitações.

O medronho que nasce virado para a serra

Seis hectares de cultura de medronheiro estendem-se a 600 metros de altitude pelos socalcos de uma montanha na zona do Fundão. Foi há seis anos que Rolando Martins, com uma vasta experiência anterior na área florestal, se converteu à agricultura biológica, possuindo hoje não só o pomar de medronheiros como uma plantação de mirtilos, frutos da família das ericáceas que comercializa sob a marca Erikae. O projeto, delineado para assumir uma função mais ampla do que a meramente económica, tem de igual modo um objetivo ambiental e social. “O pomar foi implementado para criar uma quebra ao contínuo florestal, dado que o medronheiro é uma espécie com grande resiliência aos fogos”, explica o produtor. Além disso, entre outras finalidades, promove a produção de produtos naturais e autóctones (e seus derivados), estimulando a atividade económica de zonas do interior do país, como é o caso da Beira Baixa.

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Praxis não é apenas sinónimo de cerveja. Em Coimbra, esta casa, que é fábrica, museu e restaurante, também coloca à prova o licor
de medronho da Erikae.

Cachena, a vaca DO “Tibete Português”

É no cimo das montanhas da zona do Sistelo (conhecida como o “Tibete Português”), em pleno Parque Nacional da Peneda-Gerês, que pastoreiam livremente bovinos da raça Cachena da Peneda (DOP). Hoje considerada em vias de extinção, a raça é por isso protegida, controlada e certificada em toda a sua fileira produtiva. A produção destes animais de porte pequeno baseia-se em métodos ancestrais, que conferem à sua carne características de entre as quais se destacam o sabor, a suculência e a tenrura. A PEC Nordeste (Grupo AGROS), em parceria com a Cooperativa Agrícola de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca, procura dinamizar a produção nacional desta raça autóctone. Segundo Idalino Leão, administrador, esta cooperação, que já tem quatro anos, visa garantir a preservação e aumento da raça Cachena através do escoamento dos animais para o mercado: “Este projeto tem vantagens económicas, sociais e ambientais, pois conseguimos fazer o mais difícil na agricultura, que é garantir o escoamento desta carne, criando assim um canal comercial para um produto que representa bem a tradição e um território com qualidade capaz de agradar ao consumidor mais exigente.”

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Espaço acolhedor, o restaurante O Farela, em Penafiel, tem na carne cachena, da PEC Nordeste, um dos seus emblemas gastronómicos. Peça os medalhões, uma boa forma de saborear as diferenças, para melhor, desta carne oriunda da Peneda.

  • No coração da Amazónia
    10:18