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Óleo de Grainha de Uva, Queijo Kefir de Cabra, Gin e Vinho: aqui há bons produtores

Saiba quem são os pré-finalistas às categorias Inovação e Produtos Transformados da 5.ª edição do Prémio Intermarché Produção Nacional, iniciativa que reconhece anualmente o que de melhor se faz no setor primário português

CATEGORIA

Inovação

QUEIJO KEFIR DE CABRA, UM PRODUTO GOURMET SAUDÁVEL

A produtora de leite de cabra Susana Carrolo, para quem “estes animais são a minha vida”, gosta de inovar, de explorar novos sabores. Começou por fazer um queijo curado em vinho tinto, outro curado com pimentão e um atabafado com doce de figo. Sob a marca Brejo da Gaia, os seus produtos já granjearam duas medalhas de ouro e muitos elogios. A mais recente novidade é um queijo, à semelhança dos anteriores, produzido de forma natural e artesanal, de meia cura e pasta semimole, com pouco sal, mas com bactérias benéficas para o organismo: o kefir (alimento probiótico). A história da Queijaria Brejo da Gaia, que nasceu com o objetivo de apenas trabalhar o mercado gourmet, tem quatro anos e é indissociável da Quinta da Beata, uma exploração de cabras de elevada produção leiteira (raça murciana-granadina), nas mãos dos irmãos Susana e Pedro Carrolo há 16 anos. Ambos com formação zootécnica, começaram a sua atividade com um lote de 120 cabras, que ordenhavam à mão, porque na altura não tinham dinheiro para adquirir maquinaria. Aos poucos foram consolidando este seu projeto, localizado no Tramagal, e hoje contam com um efetivo de mil cabras, 400 delas em recria, que produzem cerca de 800 litros de leite por dia.

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Bombons e bolachas de queijo de cabra são algumas inovações desta queijaria artesanal do Tramagal.

DANIEL MARQUES

GRADUVA, O ÓLEO 1oo% GENUÍNO

Extraído mecanicamente por prensagem a frio a partir de grainhas de uva selecionadas, sem adição de qualquer produto químico, e refinado em alto vácuo e a baixa temperatura, o Graduva tem origem no bagaço de mais de 20 variedades de uva, todas de origem portuguesa, sendo necessárias cerca de 12 mil grainhas para fazer 250 mililitros de óleo. “A paixão pelo que fazemos e a nossa preocupação pelo meio ambiente levou-nos a inovar e a criar uma oportunidade a partir daquilo que alguns consideram um desperdício. Ao longo do tempo foram criados novos processos, inovadas as técnicas e aprimorado o nosso produto, o que nos tornou únicos na produção de óleo de grainha de uva prensado a frio, que concentra assim no seu interior anos de experiência e forte inovação. É o melhor de nós e o melhor que Portugal tem para dar”, refere Pedro Carvalho, sócio e sobrinho de Carlos Santos, os dois produtores ao leme da Destilaria Levira, uma empresa da Anadia, de origem familiar, que já vai na sua quarta geração e com quase um século de conhecimento na área da destilação.

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Com selo “Uma Escolha Saudável”, da Fundação Portuguesa de Cardiologia, o óleo de grainha de uva pode ser usado para fritar, mas também em infusões e em saladas, uma vez que realça o sabor dos alimentos e não tem cheiro.

CATEGORIA

Produtos transformados

OLMAIS, O AZEITE DE COBRANÇOSA BIOLÓGICO

A história deste azeite biológico começou a ser contada há cerca de 13 anos, quando o pai de Júlio Alves viu um anúncio num jornal de venda de uma parcela de terreno com pequenas oliveiras abandonadas em Vila Flor (Trás-os-Montes), que viria a comprar. Seguiu-se a aquisição de uma outra, na mesma zona, que Júlio Alves tratou e mecanizou ao longo de 10 anos, até dar início à produção de azeitona, sobretudo da variedade autóctone Cobrançosa, transformada depois em azeite, que comercializava a granel. Ciente da qualidade do azeite que produzia, em 2016 resolveu criar a empresa Quinta dos Olmais e a sua própria marca, a Olmais. “Fizemos experiências, dávamos a provar, e o feedback foi tão positivo que resolvemos avançar para a comercialização”, conta o produtor. Daí à exportação foi um pequeno passo, mas agora a empresa quer apostar no mercado nacional.

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Versátil, o azeite também pode estar na base de um delicioso gelado. A Pascoalini Geladaria (Almeirim e Lisboa) apresentou recentemente um gelado de azeite Olmais.

GOTIK GIN, O DESTILADO ribatejano

Em Santarém, por muitos considerada a “Capital do Gótico”, cinco amigos propuseram-se, há quatro anos, criar o projeto MVPGIN, com a intenção de produzirem e envelhecerem destilados de qualidade. A ideia começou a germinar na cabeça de um dos sócios, Gonçalo Pereira, com o objetivo de escoar a produção de abóbora-manteiga. A partir daí foram fazendo experiências até chegarem ao produto final, que surgiu no mercado o ano passado, numa sugestiva garrafa roxa: o Gotik Gin Edição Santa Clara, do tipo London dry. Do nome à base aromática nada surgiu por acaso. “Quisemos reunir os pilares aromáticos da nossa região e fomos buscar os mais representativos, dos frutos às ervas das serras de Aire e Candeeiros”, explica o produtor. O gin é produzido através de processos completamente artesanais.

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O primeiro gin do Ribatejo merece ser apreciado na região onde nasceu. O River Park, na vila de Valada do Ribatejo, é o espaço ideal para o primeiro de muitos encontros.

O AMOR É CEGO, AZEITE DE TRADIÇÕES E AFETOS

Há cinco anos, João Miguel Rosado, um produtor da zona de Évora, viu-se confrontado com uma herança do avô que lhe pôs um olival tradicional nas mãos sem saber muito bem o que fazer com ele. A opinião das pessoas que o rodeavam era arrancar as oliveiras e plantar de novo, mas isso não fazia qualquer sentido, pois as oliveiras estavam produtivas e gostava muito delas (as mais novas têm 70 anos e as mais velhas, dois mil). Para além de querer preservar as suas 231 oliveiras da variedade Galega, contra tudo e contra todos o casal Rosado resolveu avançar para a produção e comercialização de azeite biológico. “Toda a gente achava que isto era uma perfeita loucura”, diz. Estava dado o mote. Surgiu a marca e o logótipo, baseado nos bonecos de Estremoz, O Amor É Cego, e com uma garrafa de design entretanto premiado partiram à conquista dos consumidores. Em dois meses venderam a primeira produção de 400 litros. Agora ambicionam chegar a um público cada vez mais vasto.

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A melhor forma de conhecer este azeite é fazer uma visita guiada ao local onde é produzido: o Monte da Oliveira Velha, perto de Évora. As visitas, para um mínimo de duas pessoas, terminam sempre com uma prova e alguns petiscos.

  • No coração da Amazónia
    10:18