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Da condução ao fogão: cinco restaurantes de estrada que valem a pena

Descubra Portugal “pela boca” e sem se desviar do seu caminho. Poupa tempo e combustível e se for com a BP está também a contribuir para um planeta mais limpo

Uma das melhores formas de descobrir Portugal é percorrer o país através das suas múltiplas estradas nacionais. São quilómetros e quilómetros de belas paisagens, entrecortadas por localidades surpreendentes, tradições inimagináveis e uma gastronomia de comer e chorar por mais, para saborear com a calma das férias merecidas.

Entretanto, nas suas viagens, não se esqueça de que é possível minimizar o consumo de combustível com uma condução responsável e até optar por produtos menos poluentes, com biocombustíveis incorporados, ou por veículos a GPL, elétricos ou híbridos.

A bp, além de disponibilizar os combustíveis Ultimate com tecnologia Active, que aumentam a eficiência e reduzem os consumos dos veículos, está a compensar as emissões de carbono de todos os seus combustíveis (gasóleo, gasolina e GPL) através do programa bp Target Neutral, utilizando créditos de carbono gerados a partir de projetos globais que financiam a utilização de energias renováveis, baixo carbono e a proteção das florestas.

Um desses projetos, o ONIL, localiza-se no México, país onde a lenha é a principal fonte de energia para aproximadamente 80% das famílias rurais. Ineficiente enquanto combustível, o seu uso causa problemas respiratórios e queimaduras, contribui para o desflorestamento e consome cerca de 15 a 20% do rendimento familiar.

Perante este contexto, a bp ajudou a equipar mais de 30 mil casas com fogões mais eficientes, que recorrem a menos lenha do que a lareira tradicional, o que resulta numa diferença crítica para a saúde dos seus utilizadores e das florestas e ainda para a redução dos níveis de carbono no ambiente em quase 92 mil toneladas por ano. Por outro lado, estes fogões utilizam chaminés de exaustão dos gases de cozinha que os direcionam para fora do edifício, pelo que a poluição do ar interior é reduzida para valores próximos dos padrões recomendados pela Organização Mundial de Saúde.

BOAS MESAS DE NORTE A SUL

Quando vamos na estrada uma das preocupações que temos é onde parar para comer, de preferência bem e bom. Se não conhecemos a região, a tendência é adentrarmo-nos pelas localidades mais próximas à procura de um restaurante, mas as cinco sugestões que aqui lhe trazemos demonstram que não é preciso ir mais longe. Estes espaços de restauração ficam à beira da estrada e são verdadeiros ícones em comida típica regional portuguesa. Bom apetite!

1. Tradição nortenha

A maior estrada portuguesa, a mítica EN 2 está a comemorar 75 anos e, mais do nunca, tornou-se uma atração turística. Ao longo do seu traçado, de Chaves a Faro, é possível ir descobrindo os sabores típicos de cada região, de norte a sul do país, até porque não faltam locais onde degustar uma boa refeição. A Casa de Pasto Chaxoila nasceu em 1947, na Borralha (Vila Real), pelo que é quase tão antiga quanto a própria estrada. De então para cá muita coisa mudou mas se há algo a que este restaurante se mantém fiel desde que abriu as suas portas é às receitas originais das tripas e dos pratos tradicionais transmontanos. Uma exuberante ramada exterior convida a entrar, como que a dar as boas-vindas aos comensais que podem optar por tomar a sua refeição no interior ou na verdejante esplanada. Para além das tripas (aos molhos ou à portuguesa), a vasta ementa da Chaxoila inclui outros pratos tradicionais, como as mãozinhas de vitela com grão, a fralda de vitela maronesa ou o arroz de polvo em vinho tinto em alguidar de Bisalhães (olaria negra reconhecida pela UNESCO como Património Cultural Imaterial). Ainda entre as carnes há cabrito e bifes de Cachena da Peneda DOP, a vaca criada nos pastos naturais das montanhas do Gerês. Para os vegetarianos, o rancho de legumes é uma das opções.

Saiba mais em: facebook.com/casadepastochaxoila

2. Terraço suspenso sobre o rio

É pelo Douro Vinhateiro que se serpenteia a Estrada Nacional 222, conhecida como uma das mais bonitas do mundo. Não é para menos. Esta região do país oferece paisagens incrivelmente belas — um “excesso da natureza”, como o escritor Miguel Torga terá descrito, numa das suas obras, a região — mas também uma memorável gastronomia que inclui vinhos a que é impossível resistir. Foi neste cenário arrebatador, entre a EN 222 e uma das margens do Douro, em Folgosa (Armamar), que o chef Rui Paula abriu o restaurante DOC, em 2007. Distinguido com uma Estrela Michelin, este chef natural do Porto é uma referência na cozinha moderna que revela, no entanto, a memória das suas origens de várias gerações de receitas culinárias, preservando sabores, texturas, aromas e cores, em surpreendentes recriações cheias de originalidade. As alternativas são muitas, desde as carnes mais tradicionais — como o porco bísaro, o cabrito, a vitela maronesa e o leitão — aos peixes e mariscos mais frescos da costa nacional, conjugados com saborosos risottos, açordas e legumes, sem esquecer opções vegetarianas. O DOC, como refere Rui Paula, é um espaço para “degustar, ousar e comunicar”, quer na sala envidraçada ou na esplanada suspensa sobre o rio, com vista para os socalcos de vinhas e xisto e para aldeias ribeirinhas, e de onde se podem ver os comboios a passar na outra margem ou os barcos que transportam os turistas para lá do Douro Internacional.

Saiba mais em: docrestaurante.pt

3. Quase um século na arte de bem servir

A Estrada Nacional 1, também conhecida pela Estrada Lisboa-Porto, já foi das mais movimentadas do país quando era a principal via que ligava a capital à zona norte. Hoje continua a ser a escolha de quem não tem pressa de chegar ao destino ou quer evitar portagens, além de atravessar uma série de localidades e de confluir com troços “rápidos”, como é o caso do IC2. Na zona da Mealhada, contudo, é ainda o traçado original que impera e é aqui, mais concretamente em Santa Luzia, que encontramos o já antigo restaurante Manuel Júlio, cuja fundação remonta a 1930, então com o nome de A Casa da Dona Marquinhas. Sem nunca sair da alçada da família, o prazer de receber e de servir o melhor da gastronomia portuguesa continuam a ser a filosofia por detrás do sucesso deste estabelecimento de cozinha típica regional. Apesar de estar localizado na “terra do leitão”, as suas iguarias vão mais além e não são menos deliciosas. Da sua carta fazem parte o tão apreciado cabrito assado ou um rodízio de marisco (às sextas e sábados) entre uma vasta seleção de peixe fresco. Em 2019, foi reconhecido com o selo de “Restaurante recomendado” pelo Boa Cama Boa Mesa do Expresso. Este ano, e devido à pandemia da Covid-19, também serve em take-away.

Saiba mais em: restaurantemanueljulio.eatbu.com

4. Refúgio na montanha

Com uma extensão de aproximadamente 48 quilómetros, a Estrada Nacional 339 atravessa todo o Parque Natural da Serra da Estrela desde a cidade de Seia à Covilhã. Um caminho sinuoso para se fazer devagar e assim apreciar as paisagens deslumbrantes que cativam qualquer turista. Passa pela Lagoa Comprida, pelas Penhas da Saúde, dá acesso à Torre e liga à estrada que vai até Manteigas. É precisamente nas Penhas da Saúde que se localiza a Varanda da Estrela, um espaço de decoração rústica e acolhedora dedicado à arte de bem receber os seus clientes. Aqui, a gastronomia, a cultura e as tradições populares sentam-se consigo à mesa, na qual não pode faltar o famoso queijo “da Serra”, feito de leite de ovelha, o presunto e os enchidos serranos, entre diversas ofertas de carne (com destaque para o javali com castanhas) e peixe (como o bacalhau com broa ou em casca de queijo da serra), sem esquecer o arroz de zimbro, planta autóctone da região. No entanto, e para ir ao encontro de todos os gostos, são igualmente servidos pratos vegetarianos. No verão, sente-se no alpendre, no inverno prefira o calor da lareira. Seja qual for o caso, desfrute todo o esplendor da montanha e saboreie os melhores sabores serranos a cerca de 1500 metros de altitude. E se decidir pernoitar, o restaurante faz parte de um complexo que inclui alojamento.

Saiba mais em: varandadaestrela.pt

5. Cardápio de cozinha tipicamente alentejana

É em Canal Caveira que o restaurante com o mesmo nome serve um cozido à portuguesa reconhecido em todo o país. Fica na Estrada Nacional 259, no concelho de Grândola, e já foi ponto de paragem “obrigatório” de quem rumava ao Algarve quando ainda não havia autoestrada. Parte do seu traçado foi requalificado (IP 8), perdeu tráfego, mas a fama deste espaço, dedicado à gastronomia tradicional portuguesa, com especial relevo para a cozinha alentejana, continua a levar até lá turistas nacionais e estrangeiros. Fundado em 1949 e remodelado em 2005, o restaurante Canal Caveira faz questão de respeitar uma tradição que tem influências de povos como os fenícios, os gregos, os romanos e os árabes – que trouxeram hábitos mediterrânicos e influenciaram a alimentação do Alentejo, baseada em pão, azeite e vinho. Aqui, a sopa é prato principal, e pode ser fria (gaspacho) ou quente (sopa de cação, de bacalhau, de tomate com linguiça ou de cozido). Imperdíveis são, ainda, o ensopado de borrego, a açorda alentejana, as migas que acompanham a carne de porco, bem como as sobremesas da doçaria conventual (à base de ovos, açúcar e amêndoa) e os deliciosos queijos alentejanos, “regados” com os melhores e reputados vinhos da região, como é o caso de Borba, Redondo, Reguengos ou Vidigueira.

Saiba mais em: restaurantecanalcaveira.com