Cultura

Nova administração do OPART aprovada em Conselho de Ministros

Equipa entra em funções esta sexta-feira.

O novo conselho de administração do Organismo de Produção Artística (Opart), presidido por André Moz Caldas, foi hoje aprovado em Conselho de Ministros.

Advogado e professor universitário, André Moz Caldas, chefe de gabinete do ministro das Finanças Mário Centeno desde 2015, foi nomeado pelo Governo para presidente do conselho de administração do Opart, e entra em funções na sexta-feira.

O novo conselho de administração integrará ainda, como vogais, a diretora-adjunta do Conservatório Nacional Anne Victorino d'Almeida e o até aqui vogal da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos Alexandre Miguel Santos.

O Opart tutela o Teatro Nacional de São Carlos (TNSC) e a Companhia Nacional de Bailado (CNB).

Na terça-feira, quando foi anunciada a composição da nova administração, fonte oficial do Ministério da Cultura disse à agência Lusa que a nomeação contava com parecer favorável da Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública (CRESAP).

Na quarta-feira, a ministra da Cultura, Graça Fonseca, afirmou à Lusa que a primeira missão da nova administração é negociar com o sindicato dos trabalhadores, que estão em greve.

A nova administração do Opart "tem muito boas condições para trabalhar com o sindicato para encontrar meios para resolver as questões, a curto prazo, de 2017, e para o futuro", disse Graça Fonseca à Lusa, no final de uma audição parlamentar pedida pelo PCP, sobre aquele organismo cultural.

"A primeira missão do novo conselho de administração é sentar-se à mesa com o sindicato e discutir as diferentes vias para chegar ao objetivo" de harmonização salarial, um dos pontos do caderno reivindicativo dos trabalhadores e que motivou a greve iniciada a 07 de junho.

O anterior conselho de administração do Opart, presidido por Carlos Vargas, com Samuel Rego e Sandra Simões como vogais, foi nomeado em fevereiro de 2016, para um mandato de três anos, que terminou em 31 de dezembro de 2018, e permanecia em funções, aguardando a "efetiva substituição".

LUSA