Cultura

Artista negra recusa atuar em festival afro por cobrar mais a pessoas brancas

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A organização cobrava o dobro do preço dos bilhetes

Jillian Graham, uma artista afro-americana, cancelou a atuação no AfroFuture, festival que decorre em agosto, em Detroit nos Estados Unidos, por não se rever nos ideais defendidos pela organização, que faz a distinção entre a raça das pessoas.

"Pessoas de cor" e "pessoas brancas" é a forma que a estrutura do festival utiliza para diferenciar todos aqueles que pretendem comprar um bilhete, cobrando o dobro às "pessoas brancas".

Tiny Jag, como é conhecida, "soube por um amigo, que pertence à "categoria das pessoas brancas", que o bilhete lhe tinha "custado 20 dólares", cerca de 18 euros, e não 10 dólares, cerca de 8 euros, que seria o preço normal, como avança o site do jornal norte-americano Metro Times.

De acordo com o jornal, a artista, que "apoiou publicamente" o festival, pediu que fosse retirada de qualquer "publicidade do evento" assim que lhe informaram da "estrutura dos preços", utilizando ainda rede social Twitter para partilhar o facto de não concordar esta medida.

Tiny Jag revelou ainda que "muitas das canções" que canta nos concertos são do primeiro álbum, intitulado de "Polly", em homenagem à avó, que era branca.

No site, onde é possivel adquirir os bilhetes para assistir ao festivel, a organização explica a razão da "estrutura de bilhestes", justificando que se trata de uma forma de atingir a "equidade e igualdade" perante as "comunidades marginalizadas", oferecendo-lhes a oportunidade de "aproveitar os eventos da sua comunidade".

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