Cultura

Óscares de honra premeiam surrealismo de David Lynch e luta pela igualdade de Geena Davis

Mario Anzuoni / Reuters

A atriz Lina Wertmüller e o ator Wes Studi foram também homenageados.

O realizador e artista visual norte-americano David Lynch e a atriz e ativista Geena Davis foram dois dos artistas distinguidos este domingo com um Óscar de honra.

"Quem não se lembra da primeira vez que viu um filme de David Lynch", questionou a atriz e cineasta Laura Dern, na 11.ª cerimónia dos Governors Awards, em Los Angeles.

Também a atriz Isabella Rossellini elevou a imaginação do cineasta norte-americano, conhecido pelas suas obras surrealistas: "Os seus filmes estão cheios de emoções, mas as emoções, como todos sabemos, nem sempre são racionais, lineares ou claras", afirmou.

O realizador de "Blue Velvet" (1986) e "Mulholland Drive" (2001), considerado um dos mais singulares do cinema contemporâneo, nunca ganhou um Óscar apesar de quatro nomeações.

"Obrigado a todas as pessoas que me ajudaram ao longo do caminho", disse David Lynch, num breve discurso.

Por sua vez, a atriz Geena Davis, que tem lutado contra a desigualdade de género em Hollywood, venceu o prémio humanitário Jean Hersholt.

Ao discursar, Davis reconheceu que, ao longo da sua carreira, esteve dedicada tanto à representação como ao "empoderamento das mulheres".

A atriz Lina Wertmüller e o ator Wes Studi foram também homenageados na noite passada em Los Angeles, numa cerimónia voltada para a igualdade dos direitos das mulheres e dos nativos americanos.

Lusa

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