Cultura

Assistimos ao ensaio de Conan Osiris antes da estreia no Coliseu de Lisboa

Assistimos ao ensaio de Conan Osiris antes da estreia no Coliseu de Lisboa

Iryna Shev

Iryna Shev

Jornalista

Músico de 30 anos, Conan Osiris, vai juntar o maior número de sempre músicos e bailarinos envolvidos

Tiago Miranda, 30 anos, recebeu-nos no B. Leza, no Cais do Sodré, onde estava com os bailarinos, músicos, técnicos e toda a equipa envolvida na preparação do concerto de estreia no Coliseu dos Recreios. O espetáculo é esta noite.

"É basicamente a soma de todos os shows que nós sempre tivemos ideia de fazer, num só", disse-nos depois de mostrar as coreografias para os temas "100 Paciência" e "Glutiuda".


Em palco, com o já habitual João Reis Moreira, vão estar outros 6 bailarinos que foram escolhidos num casting que juntou bailarinos profissionais e amadores.

O espetáculo vai ser em 360º, com o palco no meio da sala, e vai ser o maior de sempre (do músico) no que respeita ao número de pessoas envolvidas.

A carreira de Conan Osiris deu um salto depois do 4º disco de originais, "Adoro Bolos" - lançado a 30 de dezembro de 2017 - e depois de ter vencido este ano o Festival da Canção, em Portugal. Conan Osiris passou a viver inteiramente para a música, com uma equipa cada vez maior.

"Eu sempre fui muito habituado a fazer as cenas sozinho. Ou seja, isso acabava às vezes por me trazer resultados em que eu me fechava um bocadinho em mim próprio e ficava do género 'Como sou só eu a fazer, não consigo fazer tudo, e não posso dar mais. Então não vou arriscar mais aqui nesta área, não vou fazer isto, não vou ter esta ideia porque não vai dar para fazer'. E o facto de ter uma equipa maior na qual eu posso confiar ajuda-me a estar mais à vontade comigo próprio, com a minha própria preparação, com o meu próprio trabalho de casa. O facto de estar a fazer só a minha função criativa acaba por trazer melhores resultados", explicou o músico.


A carreira de Conan Osiris é marcada pela relação próxima que sempre teve com o público e o concerto em Lisboa - onde já não atua há mais de um ano - vai ser um reencontro há muito esperado: "Pessoas que curtiam de mim, agora já não curtem. Pessoas que não me conheciam, agora passaram a curtir. Sabes, essa parte dos 'fãs' é uma coisa que oscila bastante. Acho que no Coliseu vai ser um bom barómetro, do género 'Então? como é que vocês estão? Como é que estamos? como é que está a nossa relação'. Parece que é uma pessoa com quem não estou há algum tempo."

Tempo que depois do concerto vai servir para descansar antes de regressar ao trabalho e preparar material novo para 2020.