Cultura

Festival ao Largo muda-se para o Palácio da Ajuda em Lisboa de 10 a 25 de julho

Devido às exigências de distanciamento social, mudou-se o espaço de apresentação do Largo de São Carlos para o pátio do Palácio Nacional da Ajuda.

O Festival ao Largo, cuja programação reúne espetáculos de música, bailado e teatro, vai decorrer este ano de 10 a 25 de julho no pátio do Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, revelou hoje fonte da organização.

Contactada pela agência Lusa, a presidente do Organismo de Produção Artística (Opart), Conceição Amaral, que gere o Teatro Nacional de São Carlos (TNSC) e a Companhia Nacional de Bailado (CNB), indicou que o festival faz parte de um programa mais vasto de regresso gradual aos palcos.

De acordo com a responsável, devido às exigências de distanciamento social e de logística do festival ao ar livre, foi necessário mudar este ano o espaço de apresentação do Largo de São Carlos para o pátio do Palácio Nacional da Ajuda, através de um protocolo com a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC).

O festival organizado pelo Opart, com a participação dos corpos artísticos da Orquestra Sinfónica Portuguesa, do coro do TNSC e bailarinos da CNB, irá ainda apresentar teatro, no âmbito de parcerias com o Teatro Nacional D. Maria II, o São Luiz Teatro Municipal e a Orquestra de Oeiras/Cascais, mantendo o mecenato do Millennium BCP.

Para a participação da CNB no festival, durante três dias, a 23, 24 e 25 de julho, "foi necessário adaptar coreografias, repensá-las de forma a terem menos bailarinos em palco e praticamente nenhum contacto entre eles", disse Conceição Amaral.

Ainda antes do festival, está prevista para quarta-feira, no âmbito das comemorações do 10 de junho, Dia de Portugal, um concerto de câmara no TNSC, às 18:00, com o violinista Pedro Meireles e cerca de 20 músicos da Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP).

Para 26 e 28 de junho, ainda no quadro da programação desta campanha do Opart, intitulada "Devolver a Confiança para todos e com todos", às 21:00 e às 16:00, respetivamente, deverá realizar-se uma Gala de Ópera no TNSC, com a apresentação de algumas árias de ópera, num projeto da diretora artística, Elisabete Matos, que deverá entrar em digressão por diversas cidades do país, como o Porto.

Esta gala terá a participação da OSP e de cantores solistas portugueses.

"É um projeto de espetáculos de ópera mais ligeiro, para famílias, que não acarreta as necessidades das produções maiores, neste momento impedidas de ser apresentadas, nomeadamente a impossibilidade de ocupar o fosso de orquestra", justificou a responsável.

Também no âmbito desta campanha estão previstas visitas guiadas, para o público, aos bastidores do TNSC, a partir de 22 de junho, e na CNB, a 25 de junho, "para explicar como os artistas se adaptaram diariamente à realidade da pandemia".

No âmbito da mesma campanha, Conceição Amaral disse à Lusa que está prevista a criação de uma programação para a OSP e o coro fazerem uma digressão de concertos nos monumentos nacionais, no quadro da parceria com a DGPC.

"A ideia é dar mais 'alma' aos monumentos com estes concertos, de forma a atrair o público", salientou.

Quanto à atividade 'online' não irá parar, nomeadamente a apresentação do programa semanal de segunda-feira, às 12:00, "O que é que a ópera tem?".

As aulas públicas dos bailarinos da CNB no palco do Teatro Camões serão retomadas a partir de 26 de junho, e os ensaios abertos, no palco do Teatro Camões, a partir de 30 de junho.

Quanto aos Estúdios Victor Córdon, vão ter o reinício das aulas diárias de dança para bailarinos e profissionais da dança, e o acolhimento de artistas e coreógrafos em formato de residência artísticas.

Mais 7 mortes e 421 casos de Covid-19 em Portugal

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou esta terça-feira a existência de 1.492 mortes e 35.306 casos de Covid-19 em Portugal, desde o início da pandemia.

O número de óbitos subiu, de ontem para hoje, de 1.485 para 1.492, mais 7, enquanto o número de infetados aumentou de 34.885 para 35.306, mais 421, o que representa um aumento de 1,2%.

O número de casos recuperados subiu de 21.156 para 21.339, mais 183. Há 394 doentes internados, 65 encontram-se em Unidades de Cuidados Intensivos.

Portugal, com 1.492 mortes registadas e 35.306 casos confirmados é o 25.º país do mundo com mais óbitos e o 31.º em número de infeções.

Área Metropolitana de Lisboa continua a ser a mais preocupante

Mais de 406 mil mortos e 7,1 milhões infetados em todo mundo

A pandemia do novo coronavírus já causou a morte a pelo menos 406.466 pessoas e infetou mais de 7.130.550 em 196 países e territórios desde o início da epidemia, em dezembro de 2019 na cidade chinesa de Wuhan., segundo um balanço da agência AFP baseado em dados oficiais até às 12:00 de Lisboa.

Pelo menos 3.124.800 foram considerados curados pelas autoridades de saúde.

Os países mais atingidos:

  • Estados Unidos são o país mais afetado com 111.007 mortos e 1.961.185 casos.
  • Reino Unido, com 40.597 mortes em 287.399 casos
  • Brasil com 37.134 mortes (707.412 casos
  • Itália com 33.964 mortes (235.278 casos)
  • França com 29.209 mortes (191.185 casos).
  • China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau) contabilizou 83.043 casos (três novos entre segunda-feira e hoje), incluindo 4.634 mortes e 78.351 curados.

A Europa totalizou 184.256 mortes e 2.301.720 casos, Estados Unidos e Canadá 118.900 mortes (2.057.429 casos), América Latina e Caraíbas 67.114 mortes (1.360.947 casos), Ásia 19.996 mortes (712.983 casos), Médio Oriente 10.715 mortes (491.006 casos), África 5.354 mortes (197.823 casos) e Oceânia 131 mortes (8.648 casos).

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), paralisando setores inteiros da economia mundial, num "grande confinamento" que vários países já começaram a aliviar face à diminuição dos novos contágios.

Links úteis

Mapa com os casos a nível global