Cultura

Aniversário do Louvre sem motivo de festa 

Antes da pandemia, o Museu do Louvre, em Paris, tinha uma média de visitantes diária de cerca de 50 mil pessoas. Hoje, são menos de 7 mil os que entram no museu mais visitado do mundo, que abriu ao público precisamente há 227 anos. 

Mesmo com uma história que se estende por mais de dois séculos, o museu mais visitado do mundo completa 227 anos numa realidade bem diferente da habitual, nesta altura do ano.

Antes da pandemia, o Louvre era um ponto de passagem obrigatório para mais de 50 mil pessoas todos os dias, uma média que baixou para cerca de 7 mil visitantes, depois do levantamento da quarentena em França.

Enquanto esteve fechado, o museu abriu as portas virtuais ao público que pôde visitar, a partir de casa, partes dos mais de 70 mil metros quadrados do Louvre.

Desde que reabriu, no início de julho, o museu sofreu uma quebra que se reflete nos 40 milhões de euros perdidos em receitas de bilheteira, relativamente aos números registados no ano passado.

É uma das vítimas da crise no turismo em França, um setor que o Governo estima que tenha sofrido perdas que rondam os 40 mil milhões de euros.

O Louvre conta com mais de 380 mil artigos, num acervo com peças datadas desde a pré-história até o século XXI, incluindo aquele que é para muitos, o quadro mais conhecido do mundo, um legado reunido desde 10 de agosto de 1793.