Cultura

Sessão de Cinema: “Balbúrdia no Oeste”

Gene Wilder e Cleavon Little: o Oeste em tom de comédia do absurdo

Em Hollywood, no período de renovação crítica do “western”, também se produziram comédias sobre o velho Oeste — Mel Brooks foi, nesse panorama, um nome fundamental.

Ao longo das décadas de 60/70, novas perspectivas ideológicas e narrativas levaram Hollywood a refazer o “western”, por certo um dos géneros mais populares da produção clássica. Predominaram os filmes dramáticos, por vezes eminentemente trágicos — bastará lembrar o caso emblemático de “A Quadrilha Selvagem” (1969), de Sam Peckinpah. Mas não também não faltaram as derivações paródicas.

Um curioso exemplo, que agora podemos redescobrir, será “Balbúrdia no Oeste” (1974), uma realização de Mel Brooks (título original: “Blazing Saddles”). Tudo parte de uma situação bem típica de muitos “westerns” clássicos: uma cidadezinha esquecida está à beira de ser tornar um empório da vida do Oeste, uma vez que o caminho de ferro deverá passar pelo seu território… Os interesses de alguns ameaçam a generalidade dos cidadãos, pelo que é contratado um novo xerife para repor a ordem…

Estamos, de facto, perante uma genuína comédia do absurdo, já que Mel Brooks trata tudo isso através de um tom exuberante e brincalhão em que tudo parece possível… até mesmo o aparecimento da orquestra de Count Basie a tocar em pleno século XIX!

Com Cleavon Little e Gene Wilder nos papéis centrais, o elenco é composto por uma pequena galeria de gente muito talentosa, incluindo Slim Pickens, Madeline Kahn, Harvey Korman e o próprio Mel Brooks. Também em 1974, Brooks iria lançar outra das suas comédias, porventura o título mais conhecido da sua filmografia: “Frankenstein Júnior”, neste caso caricaturando o universo de uma das personagens mais conhecidas do cinema de terror.

TVCine

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