Cultura

Sessão de Cinema: “Taxi Driver”

Opinião

Robert De Niro em "Taxi Driver": cenários e assombramentos da grande metrópole

Clássico absoluto da década de 70, eis um título chave da filmografia de Martin Scorsese: “Taxi Driver” já pode ser visto em streaming.

Há poucos dias, Jodie Foster foi uma das convidadas de honra do Festival de Cannes, tendo recebido uma Palma de Ouro honorária; aí recordou a sua primeira presença em Cannes, em 1976, integrando o elenco do filme que viria a arrebatar a Palma de Ouro desse ano: “Taxi Driver”, de Martin Scorsese.

Entretanto, entre nós, “Taxi Driver” é uma das grandes novidades no sector dos clássicos disponibilizados pelas plataformas de streaming. Estamos perante um filme que é, de uma só vez, um desencantado retrato das ruas de Nova Iorque e uma parábola universal sobre a vulnerabilidade da inocência e a possibilidade da redenção.

No centro dos acontecimentos está o motorista de taxi Travis Bickle (por certo, a mais lendária interpretação de Robert De Niro) que tenta salvar a jovem Iris (Foster, precisamente) das malhas da prostituição. Scorsese filma tudo isso com a paixão de um verdadeiro amante da sua cidade, ao mesmo tempo reconhecendo os assombramentos que podem transformar as relações humanas num jogo de vida e morte.

Com argumento de Paul Schrader (quatro anos mais tarde, como realizador, assinaria “American Gigolo”), o filme ficou também como o derradeiro trabalho de um dos maiores compositores da história do cinema: Bernard Herrmann. Faleceu a 24 de dezembro de 1975, contava 64 anos, ainda antes da conclusão dos trabalhos de pós-produção de “Taxi Driver” — o filme é dedicado à sua memória.

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