Cultura

Amanda Knox acusa produção do filme "Stillwater" de lucrar com a sua história

A norte-americana diz que o filme reforça a sua “imagem de culpada e de indigna de confiança”.

"Stillwater" estreou recentemente nos cinemas e está a causar polémica. A história é inspirada na absolvição de uma norte-americana, após ser presa pelo assassinato de uma mulher em Itália.

Amanda Knox esteve presa durante quatro anos, em Itália, acusada do assassinato da sua colega de quarto, Meredith Kercher, na cidade italiana de Perúgia, onde estudavam. Acabou por ser absolvida em 2007. Agora, manifesta-se frustrada em relação ao filme "Stillwater", que estreou esta semana nos Estados Unidos.

O realizador do filme, Tom McCarthy, disse que o caso de Amanda inspirou a história. O filme retrata um norte-americano que viaja para França para ajudar a sua filha, presa por um assassinato que diz não ter cometido.

Knox refere que o filme visa lucrar com o seu nome sem o seu consentimento. Diz que reforça a sua “imagem de culpada e de indigna de confiança” e queixa-se de que não conseguiu voltar ao anonimato que tinha antes do crime.

Através das redes sociais, Amanda Knox diz ainda que teria duas opções: não fazer nada enquanto outros distorciam a sua imagem ou lutar pela sua reputação. Decidiu ainda convidar o realizador e o principal ator, Matt Damon, a ouvir o seu ponto de vista.

Após um pedido de comentário pela comunicação social, a equipa de "Stillwater" não respondeu.

Amanda Knox, atualmente com 34 anos, trabalha como ativista na área da justiça criminal. Rudy Guede, morador da cidade italiana, acabou por ser considerado o culpado do assassinato e foi condenado a 16 anos de prisão.

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