Cultura

Sessão de Cinema: “Top Gun”

Sessão de Cinema: “Top Gun”

Opinião de João Lopes.

Agora que já está anunciada a estreia de “Top Gun: Maverick”, vale a pena recordar o original — foi em 1986 e tornou-se um dos títulos mais populares da filmografia de Tom Cruise.

Por estes dias, o título “Top Gun” voltou a marcar a actualidade cinematográfica. Porquê? Porque, depois de vários adiamentos devido à pandemia, “Top Gun: Maverick” vai, finalmente, chegar às salas de cinema: a primeira projecção oficial terá lugar no Festival de Cannes (17-28 maio), extra-competição e com a presença de Tom Cruise.

É, por isso, a altura de regressarmos ao “Top Gun” original [foto], entre nós lançado com o subtítulo “Ases Indomáveis”. Parecendo que não, foi há 36 anos que descobrimos esse retrato épico de um grupo de pilotos de aviões de combate dos EUA — em 1986, acabou mesmo por ser o recordista das bilheteiras mundiais, consagrando Tom Cruise como uma das estrelas mais populares da época (celebrou 24 anos a 3 de julho dessa ano, cerca de três semanas depois da estreia).

Convenhamos que “Top Gun” não será um dos momentos altos da filmografia de Tom Cruise, sobretudo se nos lembrarmos das suas composições em títulos como “Nascido a 4 de julho” (Oliver Stone, 1989) ou “De Olhos Bem Fechados” (Stanley Kubrick, 1999). Ou ainda se observarmos alguns capítulos da série de filmes de “Missão Impossível” (iniciada em 1996).

Seja como for, a realização de Tony Scott (1944-2012) conseguiu uma proeza técnica e industrial ainda hoje surpreendente. De facto, a linha melodramática de “Top Gun”, envolvendo a personagem interpretada por Kelly McGillis, não será muito original, mas é um facto que tudo o que envolve os aviões e as suas acrobacias possui uma energia visual cuja vibração não se perdeu. Por contraste, lembremos que, na altura, e desde a estreia de “Os Salteadores da Arca Perdida” (Steven Spielberg, 1981), o modelo dominante de aventureiro, bem diferente, era Indiana Jones.

Para a história, importa também referir que “Top Gun” chegou aos Óscares, com quatro nomeações nas categorias de montagem, som, montagem sonora e canção. Ganhou nesta última graças a “Take My Breath Away”, interpretada pelos Berlin — eis o respectivo teledisco.

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