Cultura

Sessão de Cinema: “1941 – Ano Louco em Hollywood”

28.05.2022 09:02

Opinião

John Belushi, o aviador de “1941”: uma comédia surreal

Opinião de João Lopes.

É um dos poucos falhanços comerciais na carreira de Steven Spielberg, mas com o passar dos anos “1941” tornou-se um objecto de culto.

No mercado cinematográfico, a imagem corrente de Steven Spielberg garante que ele é um “acumulador” de sucessos de bilheteira. É essa, de facto, a regra da sua carreira, mas há pelo menos uma excepção que vale a pena referir, até porque pode ser (re)descoberta no “streaming”: chama-se “1941”, teve entre nós o subtítulo “Ano Louco em Hollywood”, e chegou às salas em 1979 (logo após “Tubarão” e “Encontros Imediatos do Terceiro Grau”, respectivamente de 1975 e 1977).

Estamos perante uma comédia, tão genial quanto delirante. A sua premissa é surreal: depois do ataque a Pearl Harbor (que levou os EUA a participar nos combates da Segunda Guerra Mundial), os japoneses preparam-se para invadir a… Califórnia! De tal modo que os seus habitantes entram num frenesim de preparações bélicas que o filme encena em tom de espectacular comédia burlesca…

“1941” demonstra, de facto, que há em Spielberg uma versatilidade que lhe permite oscilar do drama mais puro até às nuances do género cómico — também aqui utilizando de forma eminentemente criativa os gigantescos meios técnicos que tem ao seu dispor. No elenco encontramos, entre outros, John Belushi, Dan Aykroyd, Treat Williams, Nancy Allen e ainda Toshiro Mifune, nome lendário da produção japonesa.

Com baixo rendimento na altura da estreia, “1941” foi resistindo às décadas, acabando por ser reconhecido como um insólito objecto de culto no interior da filmografia de Spielberg. Teve três nomeações para os Óscares, nas categorias de fotografia, som e efeitos visuais — e não ganhou qualquer estatueta dourada…

Filmin

Últimas Notícias