Cultura

Para redescobrir Spielberg em IMAX

Para redescobrir Spielberg em IMAX
Memória de 1975: Roy Scheider em boa companhia... ou talvez não
Felizmente, o mercado português não vai ficar fora das reposições de dois clássicos de Steven Spielberg.

Aqui mesmo, há uma semana, dei conta da reposição do clássico “E.T., o Extra-Terrestre” (1982) em salas IMAX dos EUA. Ao mesmo tempo, dava conta do meu desencanto enquanto espectador português. Ou seja: lamentava o facto de este género de reposições surgir como um acontecimento que parecia fechado no seu mercado original, sem especial atenção para o mercado global em que, hoje em dia, melhor ou pior, tudo acontece.

Pois bem, enganei-me. E é com todo o gosto que registo o meu engano. De facto, a meio da semana que passou, era anunciada a reposição, em IMAX, no mercado português, de “E.T.”. Mais do que isso: outro clássico de Spielberg, “Tubarão” (1975), terá o mesmo tratamento — o primeiro dos títulos referidos surgirá no dia 1 de setembro; o segundo, uma semana mais tarde, isto é, no dia 8.

É bom saber que, pelo menos neste caso, prevaleceu uma dinâmica de difusão apostada em valorizar o que deve ser valorizado. E não me refiro apenas à possibilidade de (re)descoberta de dois filmes que, de facto, são marcos incontornáveis na história do grande espectáculo popular ao longo da segunda metade do século XX. Quero também sublinhar o leque de possibilidades que, desde modo, se pressente.

Que é como quem diz: não há nenhuma razão, comercial ou cinéfila, para manter as salas IMAX “prisioneiras” de filmes de super-heróis, na sua maioria cada vez mais repetitivos e medíocres. As salas (realmente) grandes são, ou podem ser, um instrumento decisivo na revalorização da memória colectiva do cinema. Daí o meu voto: que este não seja um acontecimento isolado.

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