Desporto

Percurso duro de Volta a França com cinco contagens especiais de montanha testa pelotão

Francois Lenoir/ Reuters

Competição arranca sábado em Bruxelas.

Um percurso duro e montanhoso, com cinco chegadas em alto e menos de 60 quilómetros de contrarrelógio, vão testar o pelotão da 106.ª edição da Volta a França em bicicleta, que arranca no sábado de Bruxelas.

Com um total de 3.480,3 quilómetros, esta 'Grande Boucle' inclui cinco contagens de montanha de categoria especial, no Tourmalet, Izoard, Galibier, Iseran e Val Thorens, esta na penúltima etapa.

Para homenagear Eddy Merckx, cinco vezes campeão do 'Tour', a caravana terá dois dias em Bruxelas, capital da Bélgica de onde o lendário ciclista provém, começando com um dia dedicado aos 'sprinters' a abrir.

Na segunda etapa, um contrarrelógio por equipas de 27,6 quilómetros vai colocar as primeiras diferenças de tempo nos candidatos à vitória final, a que se seguem vários dias para os velocistas, com chegadas em Épernay, Nancy e Colmar que também podem favorecer uma fuga.

Os aspirantes a suceder ao britânico Geraint Thomas (INEOS), que defende o título de 2018, terão o primeiro teste nos Vosges, nordeste de França, em La Planche des Belles Files, a primeira chegada em alto, com um gradiente que ultrapassa, em alguns troços, os 20%.

Na travessia para sul, seguem-se quatro dias que oscilam entre o plano e as colinas menos exigentes do maciço central, o que pode favorecer 'rouleurs', uma fuga, ou terminar com o pelotão compacto, em vários dias para os candidatos à camisola verde, da classificação dos pontos.

Depois do primeiro dia de descanso e de uma chegada propícia a um final ao 'sprint' em Toulouse, as subidas do Peyresourde e de Hourquette d'Ancizan, na 12.ª etapa, abrem a sequência nos Pirenéus e constituem um grande teste a anteceder o 'crono' individual de Pau (27,2 km) e os finais em alto no Tourmalet e Foix -- Prat d'Albis, nos dias seguintes.

Na última semana, após outro dia de descanso, o pelotão concentra-se nos Alpes, onde terá de enfrentar a parte 'brutal' da 'Grande Boucle', a começar pelas subidas do Col de l'Izoard e do Galibier na 18.ª tirada, antes de um final a descer.

Na jornada seguinte, com apenas 126,5 quilómetros, os candidatos serão postos à prova no Col d'Iseran, a mais alta subida pavimentada da Europa, 'teto' deste Tour (2.770 m), onde o pelotão passa pela sétima vez, mas apenas a segunda pela vertente mais difícil, a sul.

Segue-se, na 20.ª etapa e a última para criar diferenças na geral, antes da consagração nos Campos Elísios, em Paris, a subida até Val Thorens.

A ascensão até à estância de esqui estende-se por 33,4 quilómetros, antes do último final em alto, em Tignes.

Lusa