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Serena Williams defronta Halep na final em Wimbledon

Alastair Grant / POOL

Tenista norte-americana pode fazer história.

A tenista norte-americana Serena Williams, vice-campeã em título, bateu esta quinta-feira a checa Barbora Strycova para regressar à final de Wimbledon, terceiro 'major' da temporada, que está a decorrer em All England Club, e defrontar a romena Simona Halep.

Perante Strycova (54.ª WTA), a estrear-se em meias-finais individuais do Grand Slam, a antiga líder da hierarquia mundial e sete vezes campeã de Wimbledon, só precisou de uma hora e um minuto para, em dois 'sets', com parciais de 6-1 e 6-2, garantir a passagem à fase final pela 11.ª vez na carreira.

A norte-americana, campeã de Wimbledon em 2002, 2003, 2009, 2010, 2012, 2015 e 2016 e finalista vencida em 2004, 2008 e 2018, procura conquistar o 24.º título do 'Grand Slam', o que lhe permitira igualar o recorde da australiana Margaret Court.

Depois de mostrar no 'court' central do All England Club maior experiência e um nível de jogo muito superior ao da adversária, de 33 anos, que só conseguiu fazer três jogos de serviço ao longo de todo o encontro, Serena Williams, 11.ª pré-designada, vai defrontar, pela primeira vez na final de um torneio do Grand Slam, Simona Halep, com quem só perdeu um encontro em dez disputados.

"Ela [Halep] está a jogar muito bem, como se viu hoje na meia-final. Sempre tivemos encontros difíceis. Estou ansiosa por essa final", comentou a norte-americana, de 37 anos, mostrando-se satisfeita com o acesso à final e garantindo estar a sentir-se bem e a "jogar melhor a cada encontro que passa".

A romena Simona Halep, por sua vez, garantiu a qualificação para a quinta final de um 'major', graças ao triunfo em dois 'sets', por 6-1 e 6-3, sobre a ucraniana Elina Svitolina, oitava colocada no 'ranking' WTA, que assinalou igualmente a sua estreia em meias-finais de um torneio do Grand Slam.

WILL OLIVER

Após dois primeiros jogos muito equilibrados, disputados em 22 minutos, a também antiga número um mundial e sétima cabeça de série optou por um jogo bastante agressivo e variado, não dando muitas oportunidades de Svitolina de fazer 'winners', acabando por triunfar em uma hora e 14 minutos, naquela que foi a sua primeira meia-final na relva britânica desde 2014.

"É uma sensação espantosa e estou realmente muito entusiasmada e nervosa também por estar na final. É um dos melhores momentos da minha vida, por isso estou a tentar desfrutar o máximo possível. Não foi tão fácil como o resultado possa indicar, porque todos os jogos foram longos e muito disputados. Lutei muito para ganhar o encontro, ela é uma jogadora fantástica e sempre difícil de defrontar. Joguei a tática certa e fui muito forte, mentalmente e psicologicamente", defendeu Halep, de 27 anos.

Lusa