Desporto

Tribunal anula castigo da UEFA e Manchester City pode participar na Champions

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Clube inglês tinha sido banido das competições europeias por dois anos.

O Tribunal Arbitral de Desporto decidiu esta segunda-feira autorizar a participação do Manchester City nas competições europeias, depois de ter sido condenado pela UEFA a dois anos de suspensão por violar as regras do fair-play financeiro.

O clube treinado por Pep Guardiola é, portanto, condenado a pagar uma multa de 10 milhões de euros à UEFA, em vez dos 30 milhões de euros inicialmente decididos em fevereiro pela UEFA.

Os 'citizens' foram banidos em 14 de fevereiro, após a UEFA fechar o processo por concluir que existiram "quebras significativas" das leis do 'fair-play' financeiro estabelecidas pelo organismo de cúpula do futebol europeu, nomeadamente através da sobrevalorização das receitas de patrocínios entre 2012 e 2016.

A investigação arrancou de forma oficial em março de 2019 e teve por base uma série de documentos publicados pelo Football Leaks, do português Rui Pinto, entretanto detido em Portugal e a aguardar julgamento em prisão domiciliária, divulgados pela revista alemã Der Spiegel em novembro de 2018.

Entre os documentos e correspondência eletrónica estavam provas de como o dono dos 'citizens', Mansour Bin Zayed Al Nahyan, da família no poder em Abu Dhabi, financiava grande parte do acordo anual de patrocínio com a companhia aérea Etihad.

Segundo um dos 'emails', apenas oito milhões viriam diretamente da Etihad na temporada de 2015/16, uma das abrangidas pela investigação, com o resto a chegar do Abu Dhabi United Group, a empresa que detém o City, o que constitui uma forma de 'fugir' às regras implementadas sobre o máximo que um dono pode investir na equipa, camuflando-as de receitas com patrocínios.

As leis de 'fair-play' financeiro foram introduzidas pela UEFA em 2011 para restringir os gastos com salários de jogadores e a quantidade de dinheiro que os donos dos clubes europeus podem investir para esconder as despesas e gastos, impedindo os emblemas de registar despesas demasiado elevadas para as receitas que registarem.

Este é o segundo processo de 'fair-play' financeiro a envolver os bicampeões ingleses, que em 2014 foram multados em 60 milhões de euros.