Desporto

Ciclista Fabio Jakobsen agradece estar vivo e poder lutar pelo regresso à modalidade

Fabio Jakobsen, de equipamento vermelho (esq).

Tomasz Markowski

Jakobsen sofreu uma queda violenta na Volta à Polónia e teve de ser operado.

O holandês Fabio Jakobsen (Deceunick-QuickStep) agradeceu esta terça-feira por ter sobrevivido à grave queda na Volta a Polónia e por poder lutar pelo regresso ao ciclismo, embora ainda tenha de ser submetido a várias cirurgias ao rosto.

Jakobsen, de 23 anos, abordou hoje pela primeira vez o incidente, sem nunca referir o nome do compatriota Dylan Groenewegen (Jumbo-Visma), que o empurrou para as barreiras, na disputa ao sprint da primeira etapa da Volta à Polónia, em 05 de agosto.

"Quero que todos saibam que estou muito agradecido por continuar vivo. Todas as mensagens e palavras de apoio deram-me uma força tremenda. Passo a passo, eu posso olhar, lentamente, para o futuro, e lutar pela recuperação", escreveu o corredor, que esteve dois dias em coma induzido.

Na mensagem divulgada pela Deceunick-QuickStep, o campeão holandês expressou a imensa gratidão para com a equipa médica e de enfermagem que o trataram em Katowice, logo após a queda.

"Estive uma semana na unidade de cuidados intensivo do hospital de Santa Bárbara, em Sosnowiec, onde me operaram imediatamente durante cinco horas e me deram a hipótese de viver. Estou muito grato a todos do hospital", prosseguiu Jakobsen, reconhecendo ter sido "difícil" e um "período negro", em que "temia pela não sobrevivência".

A organização da corrida polaca, a equipa e a família são os restantes visados nesta carta de agradecimento, em que o holandês dá conta da transferência para o centro médico universitário de Leiden, no departamento de otorrinolaringologia.

"Passo a passo eu poderei começar a viver de forma mais independente. Agora estou em casa, onde posso continuar a recuperação das feridas na minha cara e das minhas lesões. Além disso, tenho de descansar muito nos próximos meses por causa de uma concussão severa. E, nas próximas semanas e meses, vou passar por múltiplas cirurgias e tratamento para corrigir as lesões faciais", descreveu.

O sprint irregular levou à desqualificação de Groenewegen, e levou o diretor da equipa de Jakobsen, a Deceuninck-QuickStep, Patrick Lefevere, a anunciar a apresentação de queixa-crime contra o ciclista da Jumbo-Visma, depois de já ter apresentado uma queixa na União Ciclista Internacional (UCI).

Groenewegen, que viria a lamentar o incidente com o compatriota e a confessar pensar "constantemente" em Jakobsen, está, neste momento, suspenso pela sua equipa, enquanto aguarda o desfecho do processo da UCI.