Desporto

Volta a França. Bauke Mollema fraturou o pulso esquerdo

Christian Hartmann

"Neste momento, ele está bem e não está em sofrimento", disse o médico da equipa norte-americana, antevendo a necessidade de uma intervenção cirúrgica.

O ciclista holandês Bauke Mollema, que abandonou a Volta a França devido a uma queda na 13.ª etapa, tem uma fratura no pulso esquerdo, informou a equipa Trek-Segafredo.

"Bauke apresenta uma fratura complexa no pulso esquerdo: uma fratura do rádio e do osso cubital, assim como uma fratura do escafoide", precisou o médico da equipa norte-americana.

Gaetano Daniele explicou que a fratura no rádio que causava "uma grande pressão no nervo médio e muita dor" ao ciclista já foi reduzida.

"Neste momento, ele está bem e não está em sofrimento", acrescentou, antevendo a necessidade de uma intervenção cirúrgica.

O holandês, que tem como melhor resultado no Tour o sexto lugar de 2013, era um dos líderes da Trek-Segafredo na 107.ª edição da 'Grande Boucle', figurando no 13.º lugar da geral, a 02.31 minutos do camisola amarela, o esloveno Primoz Roglic (Jumbo-Visma), quando foi forçado a abandonar

A queda aconteceu uma descida, quando estavam percorridos mais de 100 quilómetros dos 191,5 da 13.ª tirada, quando Romain Bardet (AG2R La Mondiale) perdeu o controlo da bicicleta no grupo do camisola amarela, derrubando, entre outros, Nairo Quintana (Arkéa--Samsic), e Richie Porte, colega de equipa de Mollema.

O francês, colombiano e o australiano conseguiram reentrar no grupo de favoritos, ao contrário do holandês, que imediatamente foi colocado numa ambulância, antes de ser transportado de helicóptero para o hospital de Clermont-Ferrand, onde foram efetuadas radiografias que confirmaram o diagnóstico de fratura no pulso.

Pelotão da Volta a França faz apelo ao público após desrespeito do protocolo sanitário

O belga Thomas De Gendt (Lotto Soudal) e o holandês Tom Dumoulin (Jumbo-Visma) foram esta sexta-feira os porta-vozes da apreensão do pelotão, um dia após o público ter desrespeitado o protocolo sanitário para a covid-19 da Volta a França.

"Os espetadores não podem dar-nos impulsos este ano, embora eu considere que tenha estado demasiada gente sem máscara nas subidas. No final [da sexta etapa], estava tudo vedado, mas é apenas para o 'show'. Apesar das pessoas terem mantido a distância, não é seguro. A determinada altura, cheirei o hálito a cerveja da boca de alguém, por isso, se estiverem infetados com o coronavírus, os ciclistas que passarem ao lado deles também podem ficar", descreveu Thomas De Gendt.

Benoit Tessier

O belga da Lotto Soudal, uma das figuras mais acarinhadas do pelotão, relatou, na sua coluna no jornal flamengo Het Nieuwsblad, aquilo que foi visível, sobretudo em La Lusette, a última subida da sexta etapa, disputada na quinta-feira: o público compareceu em massa, ignorando os apelos da organização, mas também o protocolo sanitário quer do Tour, quer do próprio governo francês, que insta ao uso de máscara e a um distanciamento de dois metros.