Desporto

Futebolista do Paços de Ferreira processa empresário por alegada dívida de 74 mil euros

Marcelo avança com queixa contra Artur Fernandes.

O futebolista Marcelo, atualmente a representar o Paços de Ferreira, da I Liga portuguesa, avançou com uma queixa em tribunal contra o agente Artur Fernandes, alegando incumprimento de contrato e uma dívida de 74 mil euros.

O defesa brasileiro, de 31 anos, disse hoje ser credor de uma verba relativa à sua transferência do Rio Ave para o Sporting, em 2018, e acordada com Artur Fernandes, agente que intermediou a operação.

"Ele [Artur Fernandes] intermediou o negócio da minha saída para o Sporting e, na altura, acordámos que teria direito a 140 mil euros. Ele disse-me que pagaria em duas parcelas, tendo-me dado 66 mil. Faltam 74, agora acrescidos de juros, e é isso que reclamo", contou Marcelo, em declarações à agência Lusa.

O futebolista do Paços de Ferreira disse ainda ter tentado várias vezes falar com Artur Fernandes, que acusa de o ter bloqueado, e, por isso, em último recurso, decidiu avançar para tribunal.

"Depois de ter saído do Sporting, nunca mais consegui falar com ele. Ainda tentei um ou dois meses, ele nunca atendeu, fui entretanto para os Estados Unidos e, depois, bloqueou-me. Ele simplesmente não atende, mas disse a outras pessoas que não me vai pagar. Tenho um contrato assinado e no final de setembro apresentei queixa em tribunal para receber o meu dinheiro", acrescentou.

Marcelo admitiu desistir da queixa se lhe for paga entretanto a verba, sem deixar de dizer que ficou "muito desiludido" com Artur Fernandes, "até pelo nome que tem e o que representa".

Artur Fernandes, que é também o presidente da Associação Nacional de Agentes de Futebol (ANAF) e embaixador para a ética do desporto, disse entretanto à Lusa que se trata de "um não assunto".

"Não fui notificado de nada, nem isso aconteceu com a minha empresa, e não sei do que se está a falar. Para mim, nesta altura, é um não assunto", referiu.

  • Não estou de acordo

    Opinião

    Não estou de acordo com métodos medievais para enfrentar uma pandemia. Se os vírus evoluíram, a organização da sociedade também deveria ter evoluído o suficiente para os combater de outra forma. O recolher obrigatório é próprio dos tempos obscuros e das sociedades não democráticas. Proibir as pessoas de circular na rua asfixia a economia e não elimina a pandemia.

    José Gomes Ferreira