Desporto

Juventus suspeita de fraude para facilitar naturalização do uruguaio Luis Suárez

Albert Gea

Em causa está um teste de Italiano que Luis Suárez precisava para obter o passaporte italiano.

A Juventus é suspeita de estar envolvida em caso de fraude para acelerar e facilitar um exame de italiano tendo em vista a naturalização do futebolista uruguaio Luis Suárez, revelaram esta sexta-feira as autoridades.

"A investigação permitiu compreender como, no início de setembro, os dirigentes do clube de Turim atuaram, inclusive ao mais alto nível institucional, para 'acelerar' o reconhecimento da cidadania italiana de Suárez", assumiu o ministério público de Perugia, encarregado da investigação.

Sem mais vagas para atletas extracomunitários, a 'vecchia signora', na qual atua o português Cristiano Ronaldo, é acusada de ter ajudado à "farsa" que ajudaria a dar a Suárez a nacionalidade transalpina.

Em comunicado de imprensa, é referido que o clube é suspeito de, em conluio com a Universidade de Estrangeiros, ter montado uma "farsa para tentar conseguir o título de italiano B1", exigível para a obtenção da cidadania.

Da investigação decorre que o conteúdo do teste foi partilhado antecipadamente, "para responder a exigências da Juventus e com o objetivo de conseguir vantagens a nível de imagem para a Universidade", situação que já tinha sido denunciada em setembro.

Luis Suárez é suspeito de ter feito batota para passar no exame

Luis Suárez, que acabou por ser transferido para o Atlético de Madrid, é suspeito de ter feito batota, com a cumplicidade dos seus professores italianos, para passar no exame em 17 de setembro, o primeiro passo para a obtenção do passaporte italiano, indispensável para poder ingressar na Juventus.

Volvidos cinco dias do teste o ministério público de Perugia anunciou a abertura de inquérito aos responsáveis da universidade, onde Suárez fez o exame, acusados de fornecer antecipadamente as perguntas.

"Com um vencimento de 10 milhões (de euros) por época, não pode falhar o exame, mesmo que não saiba conjugar os verbos ou fale no infinitivo", disse um dos visados na investigação, apanhado em escutas telefónicas ordenadas pelo ministério público.

As autoridades destacam o "exame de farsa" que serviu os "pedidos da Juventus" e propuseram suspender por oito meses os dirigentes da universidade sob investigação, "por revelação de segredo profissional para ganho patrimonial e falsidade documental", pedido aceite pelo tribunal de Perugia.

Poucos dias após a abertura da investigação, em setembro, o diretor desportivo da Juventus, Fabio Paratici, indicou que o clube "agiu com total transparência e de acordo com as regras" nesta matéria.

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