Desporto

Boca Juniors forçado a isolamento após 'prolongamento' em esquadra de polícia

Washington Alves

Jogadores, treinadores e dirigentes do clube argentino foram libertados na quarta-feira sob fiança, após 12 horas sob custódia policial em Belo Horizonte, na sequência de graves incidentes.

Os membros da comitiva do Boca Juniors devem cumprir um período de sete dias de isolamento, após o regresso do Brasil, onde o jogo da Taça Libertadores de futebol teve 'prolongamento' na esquadra de polícia de Belo Horizonte.

Jogadores, treinadores e dirigentes do clube argentino foram libertados na quarta-feira sob fiança, após 12 horas sob custódia policial em Belo Horizonte, na sequência de graves incidentes no fim do jogo com o Atlético Mineiro, que ditou a eliminação do Boca Juniors da prova.

Os elementos das equipas de futebol profissional que se desloquem a outros países estão isentos de cumprir quarentena no regresso à Argentina, mas os incidentes que envolveram o Boca Juniors no Brasil levaram as autoridades sanitárias daquele país sul-americano a exigir o seu cumprimento.

Depois de um empate sem golos, resultado idêntico ao da primeira mão, o Boca Juniors foi eliminado no desempate por grandes penalidades (3-1), e, já no caminho para os balneários, num jogo em que se queixaram de um golo mal invalidado, entraram em confrontos e provocaram estragos no túnel de acesso.

Os incidentes levaram à intervenção da polícia militar brasileira, que chegou a recorrer a gás lacrimogéneo, e identificou, através das câmaras de vigilância, oito pessoas da delegação argentina, entre jogadores, treinadores e dirigentes, envolvidas em agressões físicas.

A informação foi avançada pela polícia brasileira, adiantado que os infratores identificados foram chamados para depoimento na esquadra, mas que toda a delegação do clube argentino decidiu comparecer.

Os membros da delegação que não estavam sob custódia dormiram no autocarro do clube, que passou a noite estacionado em frente à esquadra, sob escolta policial.

Os envolvidos nos desacatos estão acusados dos crimes de agressão, lesão corporal e destruição de propriedade pública.