Desporto

Portugal nos Mundiais de trampolins com o objetivo de atingir a final e medalhas coletivas

O ginasta português, Diogo Abreu, em ação na prova de qualificação de Ginástica de Trampolins dos Jogos Olimpicos de Tóquio2020, no Centro de Ginástica de Ariake em Tóquio, Japão, 30 de julho de 2021.

TIAGO PETINGA / LUSA

Entre quinta-feira e domingo, Portugal estará representado nos Mundiais de Baku, no Azerbaijão, por 22 ginastas.

Portugal parte para os Mundiais de trampolins com o objetivo de atingir a final e lutar por uma medalha nas equipas, na variante masculina, e "aproximar-se das finalistas" no concurso feminino.

"O primeiro objetivo é garantir presença na semifinal, à qual chegam os 24 melhores, depois, é tentar a final", disse Diogo Abreu à agência Lusa, lembrando que Portugal aposta forte na prova por equipas.

Ao ginasta do Sporting, que marcou presença nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020, juntam-se os companheiros de clube Diogo Ganchinho, Pedro Ferreira e Rúben Tavares, e ainda Ricardo Santos (GCST) e Lucas Santos (CTS).

"Temos uma equipa forte e experimentada, por isso, estamos empenhados em conseguir chegar à final e, quem sabe, conseguir uma medalha por equipas", explicou o ginasta, que, em Tóquio, terminou a competição na 11.ª posição, depois de ter sido 16.º nos Jogos Rio 2016.

A qualificação para a final por equipas, que é feita através do somatório das três melhores notas das duas séries de apuramento da competição individual, é também um objetivo para Diogo Ganchinho.

"Temos uma equipa bastante experiente e consistente, é grande a expectativa de estar na final de equipas e lutar por uma medalha", afirmou o ginasta, que foi campeão europeu na variante individual em 2018.

Aos 34 anos, Diogo Ganchinho, que marcou presença nos Jogos Pequim 2008 e Londres 2012, assume, a nível individual, a ambição de chegar "aos 24 melhores e depois fazer o melhor possível".

Ganchinho, que marcou presença nos Jogos Pequim 2008 e Londres 2012 e foi quinto nos Mundiais em 2013, não pensa, para já, em deixar a alta competição.

"Quando comecei, vi na ginástica uma forma de ser criativo, inovar e fazer coisas diferentes. Quero continuar a progredir, vivo muito a competição, a competição para mim é alegria. A ambição continua no máximo, tenho uma carreira que fala por si, quero contribuir para medalhas e títulos e para que o nome da ginástica portuguesa seja reconhecido", afirmou.

Na vertente feminina, Beatriz Martins assume que o seu grande objetivo na competição individual "é marcar presença na semifinal", enquanto, no sincronizado, no qual competirá ao lado de Catarina Nunes, pretende "aproximar-se das finalistas", numa prova na qual competem juntas pela primeira vez.

Beatriz Martins assume "a vontade de fazer uma competição limpa e com a maior qualidade possível" e lembra que, em termos da competição coletiva, "Portugal tem uma equipa muito jovem".

Entre quinta-feira e domingo, Portugal estará representado nos Mundiais de Baku, no Azerbaijão, por 22 ginastas, nas variantes masculina e feminina de trampolim, duplo mini-trampolim e tumbling, que pontuam para o concurso completo (all-around).

Em 2018, ano no qual se realizou pela primeira vez o concurso completo, Portugal alcançou a medalha de prata, ficando apenas atrás da China, feito que Diogo Ganchinho, Diogo Abreu e Beatriz Monteiro acreditam ser possível de repetir.

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