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Fernando Pimenta diz que foi "mesmo ao limite" após conquistar a prata em K1 1.000

Fernando Pimenta diz que foi "mesmo ao limite" após conquistar a prata em K1 1.000
DeFodi Images
Canoísta reconheceu que não tinha mais para dar do que o que deu para conquistar a prata.

O canoísta Fernando Pimenta assumiu hoje ter desafiado os limites da sua resistência na final de K1 1.000 metros dos Europeus de Munique, reconhecendo que não tinha mais para dar do que o que deu para conquistar a prata.

"Quando vemos nos filmes aquelas partes do avião a despenhar-se e ouve-se as luzes e sons a apitar... foi o que senti nos últimos metros. O coração a bater nos tímpanos dos ouvidos e a começar a saltar até ficar com visão turva. Fui mesmo ao limite", disse o atleta, em declarações à Lusa.

Pimenta atacou desde início e concluiu o seu desempenho em 3.31,964 minutos, atrás do húngaro Balint Kopasz, que juntou o título europeu ao mundial e olímpico, e que triunfou em 3.29,898, com o belga Artuur Peters a ser terceiro, em 3.32,401.

"Tinha de tentar fazer uma prova diferente do mundial. Queríamos arriscar. O meu treinador deu ordem para atacar e foi o que fiz. Vim até à exaustão, vim ao máximo", completou o limiano.

Pimenta, que na sexta-feira tinha garantido o bronze em K1 500, recordou que Kopasz estava "mais fresco, por ter feito menos competições", contudo entende que isso "não lhe tira o mérito".

"É um excelente rival. Só tenho de estar satisfeito. Não estou contente, pois quero sempre mais e melhor. A vitória passa sempre pela minha mente, mas, como é óbvio, os outros também trabalham para vencer, conseguir excelentes resultados", vincou.

"É um atleta com muito futuro e espero que em breve possa mesmo desafiar-me", desejou.

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