Desporto

Loures acolhe Jogos Nacionais dos Special Olympics

Loures acolhe Jogos Nacionais dos Special Olympics

Mais de 30 instituições e cerca de 250 atletas participam, entre quarta e sexta-feira, nos V Jogos Nacionais Special Olympics, destinado a desportistas com deficiência intelectual.

Mais de 30 instituições e cerca de 250 atletas participam, entre quarta e sexta-feira, em Loures, depois de um interregno de quatro anos, nos V Jogos Nacionais Special Olympics, destinado a desportistas com deficiência intelectual.

Devido ao Mundial de Abu Dhabi, em 2019, e à pandemia posterior, as competições foram suspensas e António Marques, desde o ano passado presidente dos Special Olympics Portugal, destaca a importância de “instituições de todo o país, atletas, técnicos, voluntários, se juntarem para a prática de diferentes modalidades”, numa iniciativa que “é muito mais do que desporto”.

Durante três dias, são disputadas provas de atletismo, basquetebol, futsal, ginástica rítmica, golfe, equitação, natação e ténis de mesa, num total de oito disciplinas.

As modalidades de pavilhão, assim como as cerimónias de abertura e de encerramento, decorrem em Loures, mas o atletismo e o golfe estão previstos para o Jamor, em Oeiras, e o hipismo para a Ajuda, em Lisboa.

Segundo António Marques, o movimento Special Olympics pretende proporcionar a prática continuada de atividade física como forma “de inclusão”, com “impacto na inserção social” de quem tem deficiência intelectual, procurando que as pessoas se sintam valorizadas e melhorem a sua qualidade de vida.

“A participação nestes eventos é muito importante para os atletas, é muito marcante. Não andamos atrás de medalhas. O objetivo principal é utilizar o desporto como uma ferramenta de inclusão”, salientou, em declarações à agência Lusa, o presidente dos Special Olympics Portugal.

António Marques acentuou que a intenção passas por os atletas “se superarem”, e destacou a importância dada pelos participantes às medalhas levadas para casa, enfatizando que, para a organização, o importante é “estarem em grupo, conviverem, conhecerem outras realidades e pessoas e saírem da rotina habitual”.

“Eles fazem desporto, mas há ganhos bastante importantes em termos comportamentais, de autonomia, de autoestima, de competências sociais”, vincou o responsável pelo movimento em Portugal. “O que queremos é fazer uma festa para eles”, acrescentou António Marques.

Embora o intuito não seja ganharem, o presidente do movimento explicou que para os atletas ficarem entre os primeiros “é importantíssimo” e decorre do esforço feito, mas pormenorizou que a todos os participantes é entregue uma medalha, todos são chamados ao pódio, com seis lugares, e que as provas são organizadas numa lógica de integração e de “competirem entre iguais”.

As competições adotam o “divisioning”. Os atletas são inscritos em séries com tempos semelhantes. Se alguém terminar com um tempo superior em 10% àquele com que foi inscrito, é desclassificado, porque devia estar incluído em outro nível.

Nas duas últimas edições, em 2018 e 2017, os Jogos Nacionais decorreram em Cascais e na Covilhã.

António Marques recordou que em junho do próximo ano se realizam os Mundiais dos Special Olympics, em Berlim, e Portugal está a preparar-se para “levar uma grande delegação”.

Os Jogos Nacionais vão além do desporto e, durante os três dias, são feitos rastreios à visão, dentição, tensão arterial e outros aspetos relacionados com a saúde.

Caso seja necessário, são oferecidos ao atleta óculos, lentes e outros cuidados que podem melhorar a sua qualidade de vida.

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