Economia

Espanha e Irlanda disputam lugar de Constâncio no BCE

Vítor Constâncio, atual vice-presidente do Banco Central Europeu

Reuters

O ministro da Economia espanhol, Luis de Guindos e o governador do Banco da Irlanda, Philip Lane, são os únicos candidatos à vice-presidência do Banco Central Europeu (BCE), cargo atualmente ocupado por Vítor Constâncio.

O assunto será debatido na reunião de 19 de fevereiro do Eurogrupo, afirmou em comunicado o presidente deste órgão informal, o ministro das Finanças português, Mário Centeno.

"Recebi dois nomes: a Irlanda propôs o governador do seu banco central, Philip Lane, e Espanha o seu ministro da Economia e Competitividade, Luis de Guindos. São dois excelentes candidatos", afirmou Centeno no comunicado, depois de ter terminado esta quarta-feira o prazo para apresentação de candidaturas, um processo iniciado a 22 de janeiro.

Centeno indicou que as candidaturas serão analisadas na reunião do Eurogrupo no próximo dia 19 e referiu que o processo de seleção será conduzido "de forma aberta e transparente".

No dia seguinte, haverá uma votação no Conselho do Ecofin e, por maioria qualificada dos membros da zona euro (14 em 19), será feita uma recomendação formal ao Conselho Europeu.

Após consulta ao BCE e ao Parlamento Europeu, o Conselho Europeu (chefes de Estado e de Governo da União Europeia) toma a decisão final a 22 de março, de acordo com o comunicado. O lugar ocupado por Vítor Constâncio no BCE fica vago a partir do próximo dia 31 de maio.

O primeiro-ministro português, António Costa, reiterou terça-feira o apoio a uma candidatura do espanhol Luis de Guindos ao cargo de vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), no decorrer de uma reunião em Madrid com o homólogo espanhol.

O chefe do Governo português recordou que "é normal" os dois países ajudarem-se mutuamente neste tipo de candidaturas a lugares intyernacionais, dando como exemplo os casos de apoio de Madrid ao ministro das Finanças português, Mário Centeno, na presidência do Eurogrupo, do ex-primeiro-ministro António Guterres a secretário-geral das Nações Unidas e "provavelmente" a candidatura de António Vitorino como diretor-geral da Organização Internacional das Migrações.

Lusa

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