Economia

INE confirma que taxa de inflação homóloga desacelerou para 0,7% em dezembro

A variação homóloga estimada do indicador de inflação subjacente situou-se em 0,6%, quando em novembro tinha sido de 0,5%.

O Índice de Preços no Consumidor (IPC) subiu 0,7% em dezembro, desacelerando face à variação de 0,9% de novembro, e 1% no conjunto do ano, face a 1,4% de 2017, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística.

De acordo com o INE, a variação homóloga estimada do indicador de inflação subjacente (índice total excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos) situou-se em 0,6%, quando em novembro tinha sido de 0,5%, confirmando-se assim os valores avançados na estimativa rápida divulgada na semana passada.

No conjunto do ano, o IPC registou uma taxa de variação média de 1%, desacelerando face aos 1,4% registados no ano anterior.

Excluindo do IPC a energia e os bens alimentares não transformados, a taxa de variação média situou-se em 0,7% em 2018 (1,1% no ano anterior).

Segunodo o INE, em 2018, e tal como verificado em anos anteriores, observou-se um crescimento médio anual mais elevado dos preços dos serviços que o observado para os preços dos bens.

"Com efeito, em 2018, os preços dos serviços aumentaram 1,7% (variações de 2,1% e 1,5%, respetivamente em 2017 e 2016) enquanto a taxa de variação média dos preços dos bens foi 0,5% (0,9% em 2017 e nula em 2016)", sinaliza.

Em termos mensais, o IPC apresentou uma queda de 0,2% em dezembro (-0,4% no mês anterior e nula em dezembro de 2017).

O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português registou uma taxa de variação média de 1,2% em 2018 (1,6% no ano anterior).

A taxa de variação homóloga situou-se em 0,6% em dezembro, taxa inferior em 0,3 pontos percentuais à observada em novembro de 2018 e inferior em 1,0 pontos percentuais. à estimada pelo Eurostat para a área do Euro.

A taxa de variação homóloga das rendas de habitação foi 2,8% em dezembro, valor superior em 0,1 pontos percentuais ao apurado no mês anterior.

Segundo o INE, todas as regiões apresentaram variações homólogas positivas das rendas de habitação, tendo a região de Lisboa registado o aumento mais intenso (3,4%).

Para o mesmo período, o valor médio das rendas de habitação por metro quadrado registou uma variação mensal de 0,2% (valor idêntico ao registado no mês anterior).

A região com a variação mensal mais elevada foi a de Lisboa (0,3%), tendo todas as restantes regiões apresentado variações positivas.

Tomando o conjunto do ano 2018, a variação média anual do valor das rendas de habitação por metro quadrado de área útil fixou-se em 1,9%(1,0% em 2017).

A região com a variação média mais elevada, em termos anuais, foi a de Lisboa (2,4%), tendo todas as restantes regiões apresentado variações positivas.

LUSA



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