Economia

Negócio do trabalho temporário disparou 50% nos últimos cinco anos

Prevê-se que o número de trabalhadores e o volume de negócio continue a crescer este ano, embora a um ritmo mais baixo.

A faturação das empresas de trabalho temporário cresceu 6,1% em 2018 face a 2017, para 1.350 milhões de euros, num contexto de aumento da atividade empresarial e de queda do desemprego, indicou etsa segunda-feira a Informa D&B.

O ritmo de subida da faturação no ano passado "prolonga a tendência crescente registada nos anos anteriores", com taxas de variação acima de 10% em vários exercícios, o que permitiu que o valor do mercado tivesse um acréscimo em cerca de 50% entre 2013 e 2018, segundo assinala o estudo da Informa D&B sobre o setor do "Trabalho Temporário".

Para 2019 e 2020, as previsões apontam para "um prolongamento da tendência crescente do número de trabalhadores e do volume de negócio", apesar de sinalizar um ritmo de crescimento mais baixo do que nos anos anteriores.

No final do ano passado, tinham atividade legal 220 empresas deste setor em Portugal, número ligeiramente inferior ao observado um ano antes.

A zona de Lisboa, a qual alberga um total de 106 empresas, e a zona Norte, com 74 operadores, são as que contam com o maior número de empresas.

Por sua vez, o número de trabalhadores das empresas de trabalho temporário (incluindo aos trabalhadores cedidos) situou-se em 99.823 em 2017, o correspondeu um aumento de 8,3% em relação ao ano anterior.

Este setor caracteriza-se por uma elevada concentração da faturação, uma vez que as cinco principais empresas tinham uma quota 40% no conjunto do mercado português.

Lusa

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