Economia

Auchan rejeita as acusações de "práticas equivalentes a cartel"

Maxim Shemetov

A Concorrência alega que os visados encetaram práticas para "alinhamento dos preços de venda ao consumidor, em três processos distintos".

A Auchan Retail Portugal, dona do Jumbo, rejeita as acusações de "práticas equivalentes a cartel", reveladas esta sexta-feira pela Autoridade da Concorrência (AdC), e adianta que vai "apresentar contestação".

Em resposta a perguntas da agência Lusa, fonte oficial do grupo confirmou que tinha sido notificado pelo regulador, adiantando que irá "apresentar contestação".

"As nossas práticas não configuram os atos ilícitos imputados", garantiu, referindo que "são assegurados internamente todos os processos de controlo a fim de evitar qualquer tipo de prática deste tipo, mesmo que negligente".

A Concorrência acusou esta sexta-feira o Modelo Continente, Pingo Doce, Auchan, Intermarché, Lidl e a E. Leclerc de "práticas equivalentes e cartel" com três fornecedores de bebidas.

A Concorrência alega, em comunicado, que os visados encetaram práticas para "alinhamento dos preços de venda ao consumidor, em três processos distintos" que envolvem ainda a Sociedades Central de Cervejas, Super Bock e PrimeDrinks.

O regulador concluiu que, após investigação, "existem indícios de que as cadeias de supermercados Modelo Continente, Pingo Doce, Auchan e Intermarché utilizaram o relacionamento comercial com os fornecedores Sociedade Central de Cervejas e Super Bock para alinharem os preços de venda ao público (PVP) dos principais produtos daquelas empresas, como cervejas, águas com sabores, refrigerantes, entre outros, em prejuízo dos consumidores".

Lusa