Economia

Lidl garante "um escrupuloso cumprimento" das melhores práticas de concorrência

Philippe Wojazer

Autoridade da Concorrência acusou o Modelo Continente, Pingo Doce, Auchan, Intermarché, Lidl e a E. Leclerc de "práticas equivalentes e cartel" com três fornecedores de bebidas.

A cadeia de supermercados alemã Lidl grantiu hoje "um escrupuloso cumprimento das melhores práticas de concorrência" depois de estar entre os acusados de "práticas equivalentes a cartel" reveladas hoje pela Autoridade da Concorrência (AdC).

A empresa, que "tomou conhecimento, apenas ao fim da tarde, do conteúdo da nota de ilicitude", "encontra-se neste momento a analisar o documento, sendo por isso prematuro tecer qualquer comentário", revela, numa nota enviada à agência Lusa.

"O Lidl Portugal pauta a sua atuação por um escrupuloso cumprimento das melhores práticas de concorrência, colaborando em permanência com a AdC", garante.

A Concorrência acusou hoje o Modelo Continente, Pingo Doce, Auchan, Intermarché, Lidl e a E. Leclerc de "práticas equivalentes e cartel" com três fornecedores de bebidas.

A Concorrência alega, em comunicado, que os visados encetaram práticas para "alinhamento dos preços de venda ao consumidor, em três processos distintos" que envolvem ainda a Sociedades Central de Cervejas, Super Bock e PrimeDrinks.

O regulador concluiu que, após investigação, "existem indícios de que as cadeias de supermercados Modelo Continente, Pingo Doce, Auchan e Intermarché utilizaram o relacionamento comercial com os fornecedores Sociedade Central de Cervejas e Super Bock para alinharem os preços de venda ao público (PVP) dos principais produtos daquelas empresas, como cervejas, águas com sabores, refrigerantes, entre outros, em prejuízo dos consumidores".

Em outro processo, a Concorrência acusa "as mesmas quatro cadeias de supermercado, às quais se juntam a Lidl e a E. Leclerc, de utilizarem idêntico esquema com outro fornecedor de bebidas, a PrimeDrinks, que distribui vinhos e bebidas espirituosas produzidos pelos próprios acionistas e de outras marcas".

Lusa

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