Economia

Pesados de passageiros e mercadorias admitem greve por causa das reformas

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LUSA

Em causa está a idade da reforma.

Os motoristas de pesados de passageiros e mercadorias podem avançar com uma paralisação nacional caso não seja reduzida a idade de reforma de 67 anos para 65, alertou hoje o sindicato do setor.

O Sindicato Nacional dos Motoristas (SNM) explica, em comunicado, que tem vindo a alertar o poder político - tanto o Governo como os diferentes grupos e comissões parlamentares - para as consequências nefastas das alterações introduzidas no Código da Estrada, sobretudo no que se refere ao aumento da idade dos 65 para os 67 anos como idade limite para efeitos de reforma.

De acordo com o SNM, perante a inoperância do poder político em resolver este problema, os motoristas não vêm outra alternativa senão equacionar a "possibilidade de fazerem uma paralisação a nível nacional com deslocação (ainda por definir) a São Bento ou a Belém".

O sindicato lembra ainda que, nos contactos que realizou, demonstrou a razão desta preocupação com a idade da reforma, atitude que foi sustentada com estudos isentos.

O SNM garante que todos os grupos parlamentares reconheceram razão às suas reivindicações e comprometeram-se a corrigir o problema.

No mesmo comunicado, o sindicato refere ter acreditado na disponibilidade do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, em interceder junto do Governo para corrigir esta alteração, mas tal não se verificou.

O representante dos motoristas de pesados espera ainda que o Governo cumpra com as suas responsabilidades, já que "assumiu um compromisso perante o SNM que iria corrigir essa situação e não o fez, logo enganaram todos os motoristas deste país, na medida em que votou contra as iniciativas apresentadas pelo BE e pelo PCP".

Apesar da ameaça de paralisação, o SNM "espera ainda poder ser contactado pelo Governo antes do conflito se tornar mais visível".

O sindicato lamenta ainda o facto de o PSD e CDS "não saberem honrar a sua palavra e se terem abstido nas votações que dariam origem à revogação das aludidas alterações. Logo, também enganaram todos os motoristas".

Lusa

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