Economia

A "sintonia" dos parceiros sociais contra corte de fundos europeus

A "sintonia" dos parceiros sociais contra corte de fundos europeus

Ana Geraldes

Ana Geraldes

Jornalista

António Costa insiste que "é francamente injusto" para Portugal.

O primeiro-ministro foi à reunião da Concertação Social transmitir a sindicatos e patrões que se vai bater em Bruxelas para obter melhores condições de atribuição de financiamento comunitário para o país. Disse esperar "sintonia" de posições dos parceiros sociais. E não se enganou. Todos estão de acordo que é preciso e necessário conseguir mais dinheiro para Portugal.

A reunião desta segunda-feira é preparatória do Conselho Europeu extraordinário da próxima 5ª feira em que o Orçamento para a União Europeia vai estar em discussão. Na sexta-feira passada, o Presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, apresentou uma proposta que António Costa considerou que "é negativa" e vai merecer a oposição do Governo português, já que ainda penaliza mais o país.

Para o primeiro-ministro, Portugal é o único país que teve um "programa de ajustamento muito duro" que sofre "uma perda significativa" de receitas, pelo que a proposta "não é boa e não corresponde às necessidades da Europa". Os parceiros sociais disseram acompanhar a preocupação do primeiro-ministro e a defesa de uma posição firme por parte do Governo no Conselho Europeu.

Empresas têm que se esforçar para subir salários

O tema não era o acordo sobre rendimentos e salários que tem sido levado à Concertação Social e que o Governo quer que tenha uma perspetiva de média prazo. Mas o primeiro-ministro não ignorou o assunto à chegada para o encontro com os parceiros, considerando que "absolutamente essencial para o país um acordo nesta matéria".

Costa não tem dúvidas de que a sociedade reconhece que "o nível geral de rendimentos tem que subir", mas entende que não cabe tudo ao Governo. "As empresas têm que fazer a sua parte do esforço" de pagar melhor aos trabalhadores, disse.

"Se querem continuar a ser e querem ser cada vez mais competitivas a exportar, têm que ser cada vez mais competitivas a contratar".

  • Terceiro período do ensino básico à distância. Exames do secundário adiados

    Coronavírus

    O terceiro período do ano letivo no ensino básico arranca no próximo dia 14, mas sem atividades letivas presenciais e com apoio de transmissões televisivas. Os exames nacionais do 11.º e 12.º anos foram adiados e o ano letivo pode estender-se até 26 de junho. Portugal regista 409 mortes e 13.956 infetados pelo novo coronavírus. Siga aqui ao minuto as últimas informações sobre a pandemia da Covid-19.

    Direto

    SIC Notícias