Economia

Mário Centeno formalmente designado governador do Banco de Portugal

Pedro Nunes

O atual governador do Banco de Portugal terminará o seu mandato a 7 de Julho.

O primeiro-ministro entregou esta quinta-feira ao Presidente da Assembleia da República uma carta onde manifesta a intenção do Governo em designar Mário Centeno para o cargo de Governador do Banco de Portugal, lê-se num comunicado enviado pelo Executivo de António Costa.

Esta designação de Centeno era amplamente esperada, apesar dos partidos da oposição, a 9 de Junho, terem votado na generalidade numa lei que, se for aprovada na votação final global a 3 de julho, sobre um perí­odo de nojo de até cinco anos antes que um ex-ministro se possa tornar governador do banco central.

Mas, numa nota do seu Gabinete, o primeiro-ministro diz que "entregou hoje, 25 de junho de 2020, ao Presidente da Assembleiada República uma carta onde manifesta a intenção do Governo em designar Mário Centeno para o cargo de governador do BdP".

Explica que esta nomeação foi proposta do ministro das Finanças, João Leão.

Mário Centeno, que deixou de ser ministro das Finanças de Portugal e está prestes a abandonar a Presidência do Eurogrupo, conseguiu reveter as polí­ticas de austeridade e alcançar em 2019 o primeiro excedente orçamental de Portugal em 45 anos.

Reação do PSD

António Costa tinha transmitido hoje aos partidos a intenção do Governo em relação à sucessão de Carlos Costa no cargo de governador do Banco de Portugal (BdP), adiantando que entre esta quinta-feira e sexta-feira iria formalizar o processo.

O primeiro-ministro transmitiu este dado no final da reunião do Conselho de Ministros, após ser confrontado com o facto de o PSD ter comunicado que o Governo tinha revelado que tencionava propor o seu ex-ministro de Estado e das Finanças Mário Centeno para o cargo de governador do Banco de Portugal, escolha em relação à qual os sociais-democratas se opõem.

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