Economia

"A independência do Banco de Portugal não se questiona nem se impõe"

"A independência do Banco de Portugal não se questiona nem se impõe"

Ana Geraldes

Ana Geraldes

Jornalista

Centeno ouvido para o cargo de Governador quer ver mais "ação" no supervisor.

É quase garantido que Mário Centeno será o próximo Governador do Banco de Portugal, indicado pelo Governo para o cargo e com um currículo que o PS, na audição parlamentar da manhã desta quarta-feira, considerou "à prova de bala".

Ainda que o PSD tenha questionado que seja a pessoa certa - sem "condições para exercer com independência e credibilidade", nas palavras de Duarte Pacheco, Mário Centeno fez questão de na intervenção inicial vincar que é pela "ação" do supervisor que a independência se comprova:

"A independência do Banco de Portugal não se questiona nem se impõe. A capacidade técnica de intervenção pública e política e o capital reputacional de toda a sua estrutura, a começar pelo Governador, são os melhores garantes dessa indepedência. Não é outorgada nem proclamada, é conquistada na ação."

Mário Centeno pretende que o BdP seja visto como uma instituição do século XXI, que enfrente os desafios com a sociedade e não fechado numa "torre de marfim", considerando que a presidência portuguesa da União Europeia deve ser uma oportunidade para o BdP se assumir no período pós-pandémico.