Economia

Iniciativa Liberal anuncia providência cautelar à nomeação de Centeno para o Banco de Portugal

MÁRIO CRUZ

Partido quer travar ida de Mário Centeno para o banco.

A Iniciativa Liberal anunciou esta quarta-feira que vai avançar com uma providência cautelar para travar a nomeação de Mário Centeno para o Banco de Portugal.

O anúncio foi feito durante a audição do ex-ministro das Finanças no Parlamento a propósito da sua designação pelo Governo para governador do Banco de Portugal, sucedendo a Carlos Costa, que está em funções há 10 anos.

A escolha de Centeno para o cargo foi polémica, pelo facto de este responsável passar quase diretamente do Ministério das Finanças (onde foi ministro até junho) para o Banco de Portugal e, em 9 de junho, ter sido mesmo aprovado no Parlamento, na generalidade, um projeto do PAN que estabelecia um período de nojo de cinco anos entre o exercício de funções governativas na área das Finanças e o desempenho do cargo de governador.

Contudo, em 17 de junho a esquerda parlamentar (PCP e BE, sendo já sabido que PS era contra) demarcou-se da intenção do PAN de estabelecer esse período de nojo e, em 25 de junho, o Parlamento suspendeu por quatro semanas a apreciação na especialidade do projeto do PAN até chegar o parecer pedido ao Banco Central Europeu (BCE).

No mesmo dia, o primeiro-ministro, António costa, escreveu ao presidente da Assembleia da República a comunicar a proposta do Governo para nomear o ex-ministro das Finanças Mário Centeno para o cargo de governador do Banco de Portugal.

CHEGA AO FIM SEGUNDO MANDATO DE CARLOS COSTA

Carlos Costa termina hoje (8 de julho) formalmente o segundo mandato como governador do Banco de Portugal, mas irá manter-se em funções até à tomada de posse do sucessor. Mário Centeno nasceu no Algarve em 1966 e licenciou-se em economia no ISEG, em Lisboa (onde chegou a professor catedrático).