Economia

Todos os partidos, à exceção do PS, contra nomeação de Centeno para o Banco de Portugal

Todos os partidos, à exceção do PS, contra nomeação de Centeno para o Banco de Portugal

Ana Geraldes

Ana Geraldes

Jornalista

Iniciativa Liberal anuncia providência cautelar à nomeação do ex-ministro das Finanças.

Ninguém concorda, mas a audição parlamentar de Mário Centeno para o cargo de Governador do Banco de Portugal não é vinculativa e o Governo pode avançar com a nomeação.

Logo no início, o PSD tinha deixado uma questão que ficou sem resposta: "se existe uma maioria clara contra a sua indicação, o senhor sente-se confortável na mesma para o exercício das suas funções?", perguntou Duarte Pacheco.

Na altura, à exceção do PS que considerou o currículo de Centeno "à prova de bala", os partidos ainda não se tinham pronunciado, mas todos fizeram questão de dizer que, por uma razão ou outra, não concordam que Mário Centeno seja o próximo Governador do BdP.

E se é certo, como notou Cecília Meireles, do CDS, que a iniciativa legislativa do PAN que impediria a nomeação (e que chegou a ser considerada uma lei feita à medida do ex-ministro das Finanças) não foi avante: "o Parlamento quer discordar da sua nomeação, mas não a quer de facto impedir", no final, o partido Iniciativa Liberal anunciou que vai avançar com uma providência cautelar para travar a nomeação de Mário Centeno.

A todos os reparos de eventual conflito de interesses, o ex-ministro das Finanças respondeu com a promessa de idoneidade e referindo que a independência vem com as qualificações para o cargo.