Economia

Estratégia para o Hidrogénio: "Objetivo do Executivo é dar mais dinheiro aos do mesmo"

Entrevista a Clemente Pedro Nunes, professor do Instituto Superior Técnico.

Clemente Pedro Nunes, professor do Instituto Superior Técnico, é um dos assinantes do manifesto contra a Estratégia Nacional para o Hidrogénio, aprovada esta quinta-feira em Conselho de Ministros.

Na Edição da Noite da SIC Notícias, lembrou as promessas do Governo de José Sócrates, na altura em que Manuel Pinho era ministro, referindo que os ex-governantes disseram que iam salvar o planeta com a novs estratégia que, segundo Clemente Pedro Nunes, só serviu para garantir aos promotores a inexistência de concorrência no mercado.

Segundo o professor, Portugal paga um preço médio de 380 euros por megawatt à hora, enquanto o mercado hoje está entre os 40 a 45 euros. Por isso, considera a estratégia para o hidrogénio é "mais do mesmo" e "quem vai ser roubado são os contribuintes".

"A garantia que foi dada pelo ministro não tem qualquer substância tecnológica", refirou.

Sobre as metas da União Europeia, afirmou que Portugal está bastante bem posicionado em termos de energias renováveis, até acima da Alemanha.

Em resposta à entrevista de João Galamba, secretário de Estado da Energia, à SIC Notícias, Clemente Pedro Nunes revelou que a central de carvão de Sines vai ser desativada, enquanto Portugal está a comprar eletricidade a centrais de carvão de Marrocos. Em relação às renováveis acrescentou ainda:

"Nós no país temos instalados 22 mil megawatts de potência, que pagamos todos nós, e o consumo máximo que temos é 8.900 megawatts. Nos últimos 15 dias, andamos a importar 40%", apontou.

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