Economia

Restauração e alojamento. "Onde está a luz ao fundo do túnel para estas empresas?"

Restauração e alojamento. "Onde está a luz ao fundo do túnel para estas empresas?"

Entrevista a Ana Jacinto, Secretária Geral da AHRESP.

Os setores da restauração e do alojamento, que representam quase 400 mil postos de trabalho diretos, foram dos mais afetados pela pandemia de covid-19. As quebras de faturação chegaram a percentagens que se tornaram insuportáveis para as empresas - muitas delas que já ponderam a insolvência.

Ana Jacinto, secretária geral da AHRESP, Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal, lembrou esta quarta-feira que o setor da restauração está a funcionar apenas a 50%, não por escolha dos empresários, mas por decreto do Governo.

"Era imprescindível termos regimes que apoiem a manutenção dos postos de trabalho", disse, acrescentando que se o regime de lay-off já se tinha mostrado insuficiente, o apoio extraordinário para a retoma só vai trazer mais complexidade às empresas.

As soluções não têm aparecido, apesar das várias propostas que apresentaram ao Governo e do diálogo permanente que têm mantido com o Executivo. As discotecas e bares continuam com as portas fechadas, após cinco meses, com encargos e sem faturação. Não há apoios às rendas, nem a redução do IVA, medidas que têm reclamado junto do Ministério do Trabalho.

E o pior pode mesmo chegar em setembro. "Sabemos que o mês de agosto e o final de setembro beneficiaram de algumas férias dos portugueses, do turismo interno, mas tememos que o final do mês de agosto seja muito difícil", explicou.

Em relação aos esclarecimentos pedidos sobre a isenção da TSU, a AHRESP ainda não obteve nenhuma resposta do Governo.