Economia

Queda histórica na economia. "Os números são todos maus, mas os de Portugal são muito maus"

Queda histórica na economia. "Os números são todos maus, mas os de Portugal são muito maus"

A análise de Ricardo Costa à queda histórica de 16,5% do PIB no 2º trimestre em relação a 2019.

O PIB português recuou 16,5% em termos homólogos no segundo trimestre de 2020. Para Ricardo Costa, "apesar de tudo, há alguma surpresa porque os números são brutais".

"Suspeitava que os números na zona euro seriam muito graves, mas o que aconteceu é muito pior do que o que se estava à espera."


Estes três meses dizem respeito ao período que compreende o estado de emergência e as medidas de confinamento tomadas devido à pandemia do novo coronavírus. O INE decidiu antecipar a divulgação dos dados do PIB para dar mais informação sobre a crise que se vive.

"Aquilo que aconteceu foi como se houvesse um mergulho a pique. (...) E o grande problema, é que para um mergulho desta profundidade não sabemos quanto tempo vamos demorar até voltar à superfície nem se voltamos à superfície que conhecíamos antes", explica Ricardo Costa.


O ministro da Economia já sublinhou esta sexta-feira que os dados do PIB mostram que depois dos meses de março e abril, em junho já houve uma ligeira recuperação da economia.

No entanto, Pedro Siza Vieira admite que o desemprego em Portugal e o número de insolvências venham a aumentar por causa dos efeitos da pandemia do novo coronavírus.

Para Ricardo Costa há dois desafios que Portugal e os outros países da zona euro vão ter pela frente: "enfrentar uma crise sem precedentes recentes e traçar um plano de recuperação durante uma pandemia em que todos sabemos que podem acontecer muitas coisas imprevistas".