Economia

Reino Unido e Japão de acordo nos principais pontos de um acordo comercial

Um dos principais pontos de fricção entre Reino Unido e Japão consiste na insistência de Tóquio na redução das taxas para as exportações japonesas de veículos. 

Issei Kato / Reuters

Após meses de diálogo que envolveu cerca de 100 negociadores.

O Reino Unido e o Japão alcançaram um consenso nos principais pontos para um acordo comercial que esperam formalizar no final de agosto, indicou hoje a ministra do Comércio Internacional britânica, Lizz Truss.

Após dois meses de diálogo que envolveu cerca de 100 negociadores, na maioria por intermédio de videoconferência, a visita esta semana a Londres do ministro dos Negócios Estrangeiros japonês, Toshimitsu Motegi, acelerou p processo que o Governo britânico pretende concluir antes do final do período de transição do 'Brexit', em 31 de dezembro.

Um dos principais pontos de fricção entre os dois países consiste na insistência de Tóquio na redução das taxas para as exportações japonesas de veículos.

Por seu turno, Londres solicitou um melhor acesso ao mercado japonês de serviços financeiros, alterações na regulação sobre proteção de dados e facilidades para as trocas agrícolas.

"As negociações foram positivas e produtivas, e alcançámos um consenso sobre os principais elementos de um acordo, incluindo ambiciosas disposições em áreas como serviços digitais, dados e serviços financeiros", afirmou Truss.

A ministra assegurou que o acordo que espera formalizar com o Japão vai "significativamente mais além" do acordo comercial que o país nipónico mantém com a União Europeia.

O Reino Unido mantém ativas numerosas frentes de negociação com terceiros países para substituir os tratados comunitários que tem adotado até ao momento, antes de romper em definitivo os laços com o bloco europeu no final de 2020.

O valor das trocas comerciais entre o Reino Unido e o Japão atingiu 29.500 milhões de libras em 2018 (32.660 milhões de euros).

De acordo com os cálculos do Ministério do Comércio Internacional, um acordo bilateral com uma "substancial liberalização das taxas" poderia incrementar "a longo prazo" o PIB britânico em torno de um 0,07%, equivalente a 1.500 milhões de libras (1.660 milhões de euros).