Economia

PIB da zona euro e UE com maiores quebras da série no 2.º trimestre

Regis Duvignau

Os maiores recuos de sempre devido às consequências da pandemia da covid-19, divulga o Eurostat.

As economias da zona euro e da União Europeia (UE) registaram, no segundo trimestre do ano, os maiores recuos de sempre, tanto na comparação homóloga quanto na trimestral, devido às consequências da pandemia da covid-19, divulga o Eurostat.

Segundo uma estimativa rápida do gabinete estatístico da UE, o Produto Interno Bruto (PIB) da zona euro recuou 15,0% face ao segundo trimestre de 2019 e 12,1% na comparação com os primeiros três meses do ano.

O PIB da UE, por seu lado, caiu 14,1% na comparação homóloga e 11,7% em cadeia.

Trata-se, em ambas as zonas e variações, da maior quebra desde o início das séries temporais, em 1995.

No período janeiro-março, o PIB da zona euro diminuiu 3,1% em termos homólogos e 3,6% na variação trimestral, e da UE 2,5% e 3,2%, respetivamente.

No que respeita aos números do emprego, o Eurostat estima que, entre abril e junho, estes tenham sofrido também quebras recorde: de 2,9% na zona euro e 2,7% na UE, face ao trimestre homólogo de 2019, e de 2,8% e 2,6% na variação em cadeia.

Pandemia já causou mais de 750 mil mortes em todo o mundo

Mais de 750 mil pessoas morreram em todo o mundo e quase 21 milhões estão infetadas com Covid-19, segundo um balanço da AFP na noite de quinta-feira, numa altura em que muitos países estão a impor novas restrições devido ao ressurgimento da doença.

A América Latina e as Caraíbas são a região com o maior número de mortos, registando cerca de 230 mil.

O diretor regional da Organização Mundial de Saúde, Matshidiso Moeti, alertou que em África a reabertura das economias vai levar a um aumento de casos neste continente.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (166.027) e também com mais casos de infeção confirmados (quase 5,2 milhões).

Seguem-se Brasil (104.201 mortos, mais de 3,1 milhões de casos), México (54.666, mais de 498 mil infetados), Índia (47.033, quase 2,4 milhões infetados) e Reino Unido (46.706 mortos, mais de 313 mil casos).

A Rússia, com 15.353 mortos, é o quarto país do mundo em número de infetados, depois de EUA, Brasil e Índia, com mais de 905 mil casos, seguindo-se a África do Sul, com mais de 568 mil casos e 11.621 mortos.

Na Europa, o maior número de vítimas mortais regista-se no Reino Unido (46.706 mortos, mais de 313 mil casos), seguindo-se Itália (35.235 mortos, mais de 252 mil casos), França (30.388 mortos, mais de 331 mil casos) e Espanha (28.579 mortos, mais de 337 mil casos).

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