Economia

Aeroportos nacionais com quebra de 97,4% no 2.º trimestre

Rafael Marchante

Aeroporto de Lisboa foi responsável por 56,2% do movimento.

Os aeroportos nacionais registaram no segundo trimestre uma quebra de 97,4% no movimento de passageiros, para 434 mil, resultante da pandemia Covid-19 e de restrições no espaço aéreo, revelou o Instituto Nacional de Estatística (INE).

No segundo trimestre deste ano, aterraram nos aeroportos nacionais 5,8 mil aeronaves em voos comerciais, uma queda homóloga de 90,7%, e muito superior à descida de 12,7% no primeiro trimestre, e o movimento de carga e correio caiu 57,4% para 22 mil toneladas, tendo diminuído o conjunto embarcado 62,1% e o desembarcado 52,6%.

Aeroporto de Lisboa foi responsável por 56,2% do movimento

O aeroporto de Lisboa foi responsável, naquele período, por mais de metade do movimento total de passageiros (56,2%, 243,9 mil), tendo registado um decréscimo de 97,1%.

O aeroporto do Porto registou o segundo maior volume de passageiros movimentados do país (20,1%, 87,4 mil), com um decréscimo de 97,5%, e o aeroporto de Faro um movimento de 36,6 mil de passageiros (8,4% do total), que correspondeu a uma redução de 98,8%.

Metropolitano com quebra de 76,3%

A pandemia paralisou também os transportes públicos, como o metropolitano a registar uma quebra histórica de 76,3% no segundo trimestre, com 16,3 milhões de passageiros transportados, e atingindo o valor mínimo em abril, de três milhões de passageiros, menos 86,6% do que no mês homólogo.

O transporte de passageiros por comboio sofreu também uma redução, de 70,5%, com um total de 12,7 milhões de passageiros, e o fluvial diminuiu 72,4%, atingindo 1,5 milhões de passageiros.

O transporte de passageiros no rio Tejo diminuiu 73,4% entre abril e junho, correspondendo a 1,3 milhões de passageiros, após a redução de 12,2% registada no primeiro trimestre.

O movimento de mercadorias diminuiu 22,6% nos portos, no segundo trimestre, em consequência da redução da atividade económica resultante da pandemia Covid-19, correspondendo a um total de 16,8 milhões de toneladas, em linha com a diminuição registada nas embarcações entradas.