Economia

Oracle anuncia acordo com o TikTok para impedir proibição da rede social nos EUA

Florence Lo

Proposta terá de receber o aval da administração norte-americana.

As negociações sobre a transação das operações do TikTok em território dos EUA podem ter chegado ao fim. A ByteDance, dona da rede social chinesa, chegou a um acordo com a multinacional de tecnologia e informática norte-americana Oracle para impedir que Donald Trump proíba a aplicação no país.

Não foram ainda divulgados detalhes sobre o acordo, sabe-se apenas que o TikTok escolheu esta empresa como seu “fornecedor tecnológico de confiança”. Apesar disso, a proposta terá ainda de ser submetida à avaliação da administração norte-americana.

Em agosto, o Presidente dos Estados Unidos informou que iria proibir a aplicação no país por razões de segurança nacional caso a operação do TikTok não fosse vendida. Inicialmente o prazo para a conclusão das negociações ficou estipulado para esta terça-feira, 15 de setembro, tendo sido alargado até 20 de setembro e, mais uma vez, até 12 de novembro.

Microsoft estava interessada, mas a ByteDance rejeitou

Em agosto, em caso de aquisição do serviço, a Microsoft prometeu "uma revisão de segurança completa" e a entrega dos "benefícios económicos apropriados" aos Estados Unidos, procurando garantir que "todos os dados privados dos utilizadores norte-americanos do TikTok" sejam transferidos e permaneçam no país.

Mas a oferta foi rejeitada pela ByteDance.

Porque Trump quer banir a aplicação?

É uma das redes sociais que mais cresceu num curto espaço de tempo, tendo sido já descarregada mais de duas mil milhões de vezes, e só nos Estados Unidos é utilizada por 80 milhões de utilizadores todos os meses.

Mas a sua utilização levantou preocupações junto da administração de Trump, que suspeita que os dados dos utilizadores sejam recolhidos pela ByteDance e partilhados com o Governo chinês.

O TikTok sempre negou as acusações, dizendo-se empenhado em proteger a privacidade e segurança de quem usa a aplicação.