Economia

Nobel da Economia para Paul R. Milgrom e Robert B. Wilson pela melhoria da teoria sobre leilões

ANDERS WIKLUND / EPA

Anunciou a Real Academia das Ciências sueca.

O Prémio Nobel da Economia foi atribuído hoje aos norte-americanos Paul R. Milgrom e Robert B. Wilson por terem "melhorado a teoria do leilão e inventado novos formatos de leilão, beneficiando vendedores, compradores e contribuintes em todo o mundo", anunciou a Real Academia das Ciências sueca.

O Prémio do Banco da Suécia de Economia em Memória de Alfred Nobel é-lhes atribuído por "melhorar a teoria dos leilões e inventar novos formatos de leilão", disse o júri da Academia Sueca de Ciências.

O duo, que foi um dos favoritos para o prémio deste ano, é conhecido, entre outras coisas, pelo conceito utilizado na venda de licenças de banda de frequências de telecomunicações nos Estados Unidos.

Os dois economistas, ambos professores de Stanford, também trabalharam em mecanismos de atribuição de faixas horárias de aterragem nos aeroportos.

"Os leilões estão em todo o lado e afetam a nossa vida quotidiana", disse o júri.

Em 2019, o prémio foi atribuído a um trio de investigadores especializados na luta contra a pobreza, os americanos Abhijit Banerjee e Michael Kremer e a franco-americana Esther Duflo, a segunda mulher distinguida na disciplina e a mais jovem vencedora na história do prémio.

Nobel "extra"

O Prémio de Ciências Económicas (oficialmente, Prémio Sveriges Riksbank de Ciências Económicas em Memória de Alfred Nobel) tem o valor de 9 milhões de coroas suecas, cerca de 860 mil euros.

Oficialmente conhecido como o prémio de ciências económicas do Banco da Suécia em memória de Alfred Nobel, a distinção não foi criada pelo fundador, mas é considerado como parte dos prémios Nobel.

O prémio foi criado pelo Riksbanken, o banco central sueco, em 1968, e o primeiro vencedor foi selecionado um ano depois.

Todos os vencedores dos Prémios Nobel de 2020

A economia encerra uma temporada Nobel marcada na sexta-feira pelo prémio da paz atribuído ao Programa Mundial Alimentar, a agência das Nações Unidas que combate a fome.

Na quinta-feira, a poetisa norte-americana Louise Glück foi galardoada com o prémio de literatura.

Além da americana Andrea Ghez, co-vencedora em física na terça-feira, duas mulheres entraram na história do Nobel pela sua descoberta da "tesoura genética": a francesa Emmanuelle Charpentier e a norte-americana Jennifer Doudna tornaram-se a primeira dupla só de mulheres a ganhar um Nobel científico.

Os laureados, que partilham quase um milhão de euros por cada disciplina, receberão o seu prémio este ano no seu país de residência, por causa da pandemia da covid-19, no dia 10 de dezembro.

Cerimónia de entrega de prémios online devido à pandemia

Este ano a atribuição do Prémio Nobel fica marcada pelo cancelamento da tradicional cerimónia presencial de entrega dos galardões, agendada para 10 de dezembro em Estocolmo (capital sueca), pela primeira vez desde 1944 (durante a Segunda Guerra Mundial).

Por causa da pandemia causada pelo novo coronavírus, a solução encontrada foi a realização de uma cerimónia quase inteiramente online, à exceção de uma reduzida plateia que estará no edifício da câmara de Estocolmo.

Em julho, a fundação já tinha anunciado o cancelamento do tradicional jantar de gala em honra dos laureados, que se realiza anualmente em Estocolmo, no mês de dezembro.

Anteriormente, este banquete só fora cancelado durante as duas Guerras Mundiais e nos anos de 1907, 1924 e 1956.