Economia

Salário mínimo nacional vai aumentar 30 euros em 2021

O anúncio foi feito pela ministra do Trabalho, Ana Mendes Godinho.

O Governo quer aumentar o salário mínimo nacional em 30 euros no próximo ano, para os 665 euros.

O anúncio foi feito pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, , Ane Mendes Godinho.

A proposta foi entregue esta quarta-feira aos parceiros sociais, na reunião da concertação social.

A confirmar-se esta subida, o salário mínimo passa para os 665 euros, um valor que fica próximo do exigido pela UGT, que defendia um aumento para 670 euros.

Já a CGTP tem insistido numa subida para 850 euros, a curto prazo, superior à meta definida pelo Governo para toda a legislatura (750 euros).

As confederações patronais têm alertado para o impacto do aumento do salário mínimo, num momento de forte crise económica, gerada pela pandemia de covid-19.

A subida não depende de um acordo na concertação social, já que a última palavra cabe ao Governo.

Governo vai "devolver" às empresas parte da TSU

O Governo está a preparar medidas para minimizar o impacto da subida do salário mínimo nacional. Entre as medidas, está a devolução da TSU que as empresas terão de pagar a mais.

O anúncio foi feito pelo ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, que não adiantou mais pormenores sobre este novo mecanismo.

BE considera que aumento do salário mínimo de 30 euros "é o mínimo do mínimos"

A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, considerou esta quarta-feira que o aumento do salário mínimo nacional em 30 euros proposto pelo Governo é o "mínimo dos mínimos" e traduz aquilo que já estava previsto .

"O salário mínimo no nosso país é muito baixo. Julgo que cumprir o que está no programa do governo é o mínimo dos mínimos", afirmou a líder bloquista, à margem de uma reunião com a Associação de Comerciantes do Porto, citada pela Lusa.

Reiterando que ao aumentar em 30 euros o salário mínimo nacional, o Governo "não está a fazer nem mais, nem menos daquilo que estava previsto", a coordenadora do BE lembrou que outros países reagiram de forma diferente à crise, como é o caso de Espanha.

"Em Espanha, decidiram, para responder à crise, fazer um aumento maior do salário mínimo nacional e, portanto, aumenta a divergência entre o nosso país e Espanha", apontou.

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